O índice que mede o ambiente para os negócios na América Latina se manteve estável entre janeiro e abril, apesar da cautela mundial em função da crise financeira grega, indicou um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Índice de Clima Econômico (ICE), que vai de 1 a 9, se situou no mês passado em 5,6 pontos, mesmo nível que tinha em janeiro, revelou o estudo trimestral da FGV em associação com a Universidade de Munique.
O nível no qual está o indicador desde janeiro é o mais alto desde julho de 2007, em sintonia com o processo de melhora da situação econômica na América Latina após o impacto da crise mundial.
Em janeiro de 2009, o ICE tinha caído a seu mínimo histórico 2,9 pontos.
A evolução do ICE é calculada pela combinação de dois subíndices: o Índice da Situação Atual (ISA), que mede a avaliação dos especialistas sobre a conjuntura, e o Índice de Expectativas (IE), que reflete as previsões dos economistas.
O estudo divulgado hoje mostra que, de janeiro a abril, o indicador atual passou de 4 a 4,7 pontos na América Latina, enquanto o de expectativas retrocedeu de 7,1 a 6,4 pontos, o que aponta dúvidas sobre a propagação da crise financeira da Grécia.
No Brasil, o ICE se situou em 7,3 pontos em abril, abaixo do valor de janeiro deste ano (7,8).
Também caiu na Argentina (de 5,3 a 5), Chile (de 7,4 a 6,9), Equador (de 5,3 a 4,6) e Venezuela (de 3,0 a 1,9).
Por outro lado, o índice subiu na Bolívia (de 4,4 pontos a 5,4), na Colômbia (de 5,8 a 6,7), México (de 4,4 a 4,8), Peru (de 7,3 a 8,1) e Uruguai (de 7 a 7,7), enquanto no Paraguai ficou estável, em 6,3 pontos.
No entanto, na taxa média dos últimos quatro trimestres, o Brasil chegou aos 7 pontos, dado que situa o país na segunda posição de melhor clima para os negócios da América Latina, só superado pelo Peru, que o supera em um décimo.
Além disso, a pesquisa, elaborada a partir das conclusões de 152 analistas de 17 países, revelou que o clima geral de negócios no mundo continua em fase de recuperação e passou de 5,5 a 5,8 pontos entre janeiro e abril.