O rápido aumento das importações fez com que o déficit comercial dos Estados Unidos crescesse 9,7% em novembro, mais do que o esperado, em uma nova demonstração da recuperação da demanda global.
O Departamento de Comércio americano informou hoje que o déficit na troca de bens e serviços subiu de US$ 33,2 bilhões em outubro para US$ 36,4 bilhões no penúltimo mês de 20009, quando a maioria dos analistas esperava um déficit em torno de US$ 35 bilhões.
O menor déficit comercial dos EUA em um único mês foi de US$ 25,8 bilhão, registrado em maio. Daí em diante, o prejuízo mensal só cresceu. Mesmo assim, o déficit de 2009 será muito menor do que o do ano anterior.
Nos 11 primeiros meses de 2009, o saldo negativo da balança comercial foi de US$ 340,62 bilhões. No mesmo período de 2008, foi de US$ 654,08 bilhões.
Em novembro passado, as exportações americanas cresceram 0,9% (o sétimo aumento mensal consecutivo) e somaram US$ 138,2 bilhões como resultado de uma crescente demanda estrangeira por alimentos, veículos e semicondutores.
As importações de bens e serviços, que vinham caindo desde agosto, cresceram 2,5% em novembro e chegaram a US$ 174,6 bilhões, em aumento que se deve principalmente aos crescentes preços do petróleo adquirido no exterior.
O relatório de hoje mostra que o preço médio do petróleo importado em novembro foi de US$ 72,54 por barril, o mais alto desde outubro de 2008.
O aumento dos preços neutralizou a redução no volume de petróleo importado, que nesse mês foi de 245 milhões de barris, o número mais baixo desde fevereiro de 1999.
O crescimento das despesas das empresas e dos consumidores nos EUA indica que as compras de bens de importação continuarão crescendo nos próximos meses. Em paralelo, uma queda de 12% na cotação do dólar frente às moedas de seus principais parceiros comerciais desde março estimulou as vendas de produtos americanos no exterior.
O relatório do Departamento de Comércio mostra que o superávit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os EUA cresceu 33,75% em novembro e chegou a US$ 5,45 bilhões.
Nos 11 primeiros meses do ano passado, o superávit da região somou US$ 40,811 bilhões, quase 49% abaixo do saldo favorável na troca comercial entre janeiro e novembro de 2008, que foi de US$ 83,834 bilhões.
Em novembro, o comércio com a América Latina representou 9,3% do déficit total no comércio de bens de EUA, que somou US$ 48,357 bilhões.
Já o superávit dos países da União Europeia (UE) em seu comércio de bens com os EUA cresceu 30,5% em novembro na comparação com outubro e ficou em US$ 6,417 bilhões.
O balanço positivo para a UE nos 11 primeiros meses do ano passado somou US$ 54,135 bilhões, 39% abaixo do registrado no mesmo período de 2008 (US$ 88,937 bilhões).
Além disso, o déficit dos EUA em seu comércio de bens com os países do Leste da Ásia caiu 3% entre outubro e novembro e ficou em US$ 25,736 bilhões.
O balanço desfavorável para os EUA no comércio com essa região somou US$ 256,632 bilhões nos 11 primeiros meses de 2009, 22,3% a menos do que o do mesmo intervalo de tempo de 2008 (US$ 330,173 bilhões).