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Economia

Agropecuária tem alta de 12,2% e puxa PIB no primeiro trimestre

O PIB teve alta de 1,4%. O salto de 12,2% é o maior da agropecuária desde o primeiro trimestre de 2023 (13,8%)

Redação Jornal de Brasília

30/05/2025 10h19

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

LEONARDO VIECELI E EDUARDO CUCOLO
RIO DE JANEIRO, RJ E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Embalada pela recuperação da safra de grãos, a agropecuária brasileira cresceu 12,2% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com os três meses imediatamente anteriores.


Com o resultado, o setor teve destaque no PIB (Produto Interno Bruto) do período, cujos dados foram divulgados nesta sexta (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O PIB teve alta de 1,4%. O salto de 12,2% é o maior da agropecuária desde o primeiro trimestre de 2023 (13,8%).


O IBGE também apontou que o setor de serviços avançou 0,3% de janeiro a março de 2025, após taxa de 0,2% no período de outubro a dezembro de 2024.


Já a indústria ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,1% no primeiro trimestre de 2025. A taxa veio após avanço de 0,2% no final do ano passado.


O setor de serviços é aquele que mais pesa na economia do lado da oferta. Responde por quase 70% do PIB.


No primeiro trimestre, o mercado de trabalho ainda mostrou sinais de força no Brasil, com desempenho positivo em indicadores de emprego formal e renda. Trata-se de um estímulo para o consumo de bens da indústria e de serviços.


Os dois setores, por outro lado, convivem com o impacto dos juros altos para conter a inflação. A taxa básica de juros (Selic) em dois dígitos encarece o crédito para famílias e empresas.


A agropecuária, por sua vez, vive retomada após amargar uma série de problemas climáticos em 2024. A projeção mais recente do IBGE, divulgada em 15 de maio, sinaliza uma safra recorde de grãos de 328,4 milhões de toneladas em 2025.


O contexto do primeiro trimestre mostra diferença em relação ao acumulado do PIB no ano passado. À época, o indicador foi puxado por serviços e indústria, enquanto a agropecuária teve queda.
Períodos de seca em diferentes regiões e enchentes históricas no Rio Grande do Sul prejudicaram a produção no campo em 2024.

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