A África do Sul não descarta auxiliar a Europa na solução da crise da dívida soberana, mas qualquer envolvimento depende de como o bloco decidirá alavancar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), segundo afirmou hoje o ministro de Finanças sul-africano, Pravin Gordhan.
Os líderes europeus estão atualmente discutindo como alavancar o poder de fogo da EFSF. A França quer transformar o fundo de resgate em um banco, para permitir que ele utilize os bônus que detém como colateral (garantias) para tomar emprestado fundos extras do Banco Central Europeu (BCE). Mas a autoridade monetária e a Alemanha são contra essa ideia e outras possibilidades estão sendo discutidas, incluindo utilizar a EFSF para assegurar bônus soberanos.
“Tudo depende de como a EFSF será alavancada pelos europeus”, disse Gordhan quando questionado se a África do Sul e outros países emergentes estavam dispostos a contribuir financeiramente para ajudar na solução da crise da dívida na zona do euro.
Falando em uma reunião da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), antes do encontro dos ministros de Finanças do G-20, o representante sul-africano disse que os recursos da EFSF e do Fundo Monetário Internacional (FMI) não são adequados se a crise se espalhar ainda mais. “As duas instituições estão analisando como alavancar seus recursos ou aumentá-los de alguma forma”.
Gordhan disse que a Europa está no epicentro da atual crise e tem estado “atrás da curva” nos últimos anos na questão de como resolver esse problema. Segundo ele, a Europa precisa deter o problema e evitar que ele leve a outra calamidade econômica global, como a que ocorreu em 2008. As informações são da Dow Jones.