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Economia

A volatilidade do real e o que esperar do cenário brasileiro em 2022

Arquivo Geral

07/02/2022 1h09

Atualizada 11/12/2024 15h01

Imagem: Pexels

O mercado cambial – também chamado de Forex — é o mercado que melhor nos indica a queda ou o ganho de valor de uma moeda em relação a outras moedas mundiais. Neste artigo, pretendemos abordar por que o real tem tido tanta volatilidade neste início de ano. Mas antes disso, vale contextualizar o leitor brevemente a respeito do significado de Forex.

Para esclarecer o que é Forex, pesquisamos renomadas plataformas de investimento, que definem o “Foreign Exchange Market” – daí a sigla – ou simplesmente mercado cambial, em português, como um espaço financeiro em que são operados diferentes pares de moedas do mundo todo. Nesse espaço são movimentados mais de 6,6 trilhões de dólares diários em operações e é por meio dele que são definidas as taxas de câmbio. Com esse ponto mais esclarecido, podemos agora partir para nossa análise do real.Em 2021, o real encerrou o ano em 7º lugar no ranking de moedas que mais perderam valor no mundo. Desde 2015, entramos nesse movimento de queda diante do dólar, conforme mencionamos em um de nossos artigos à época. Cinco anos se passaram e, em 2020, o real terminou o ano como a primeira moeda que mais perdeu valor no mundo, seguida do rand sul-africano e do peso mexicano.

Imagem: Pexels

Mas por que isso acontece?

O Brasil não é o único país que tem visto o dólar ficar cada vez mais caro desde o início da pandemia. Ao contrário, isso tem acontecido em todo o mundo. As medidas sociais impostas geraram uma crise econômica na maioria dos países, sendo que aqueles que já possuem uma moeda mais barata são geralmente os que têm maior tendência de ver esse valor caindo. O dólar, ao contrário, é uma moeda estável, pois os Estados Unidos são um país com uma economia forte e não dependem tanto de investimentos externos.

O real é uma moeda bastante suscetível a quedas justamente porque a economia brasileira depende de investimentos externos. Sempre que há alguma crise econômica e política global, o movimento tende a ser de retirada de investimentos dos países emergentes para levá-los a países mais estabelecidos. Isso porque os investidores querem se proteger de riscos.

Em mercados emergentes, há um retorno maior dos investimentos, pois o movimento é rápido. No entanto, o risco também é maior. O que acontece com o dólar, portanto, é simples: com menos moedas circulando mundialmente, seu valor sobe.

Imagem: Pexels

O impacto interno da alta do dólar e as previsões para 2022

Se engana, entretanto, quem pensa que o aumento do preço do dólar só afeta quem precisa fazer o câmbio de moedas ou comprar algo no mercado estrangeiro. Produtos e insumos produzidos dentro do país também se tornam mais caros. Isso porque, com a moeda nacional desvalorizada, o produtor prefere vender para o mercado externo ­— e receber em dólar. Se os insumos nacionais são exportados, sobra, então, menos para o consumo interno nacional. Assim, a procura aumenta e o preço, consequentemente, sobe. Está estabelecida aí a inflação.

Para 2022, a previsão dos especialistas é de que os preços de produtos nacionais subam menos. Não se trata de uma queda nos preços, mas a inflação tende a ser um pouco mais branda. Não será uma baixa nos preços porque a inflação até agora foi muito alta, portanto, seus impactos repercutirão ainda por algum tempo, mesmo que o cenário econômico seja positivo. O dólar tem espaço para cair durante este ano, segundo os especialistas, e pode chegar até 5 reais – o que já vem sendo observado nas últimas semanas.

O cenário mundial é em geral positivo e tende a ser um ano de recuperação dos danos sofridos durante os últimos tempos. No entanto, trata-se de uma ascensão comedida. A indicação é retomar os investimentos de forma cautelosa, observando com constância as movimentações geopolíticas, visto que elas tendem a afetar bastante o mercado.

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