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26 milhões de consumidores têm valores a receber no BC

Dos 27,9 milhões de beneficiários que poderão ter acesso aos valores na primeira etapa de pagamentos, 26 milhões são de CPFs

Por FolhaPress 26/01/2022 7h33
BC Foto: Agência Brasil

Suzana Petropuelas e Daniela Arcanjo
São Paulo, SP

A maior parte do dinheiro que começou a ser liberado pelo Banco Central foi esquecida por pessoas físicas, e não por empresas. Dos 27,9 milhões de beneficiários que poderão ter acesso aos valores na primeira etapa de pagamentos, 26 milhões são de CPFs e 1,9 milhão é de titulares de CNPJs. O número de pessoas físicas corresponde a 93% do total.

A ferramenta SVR (Sistema de Valores a Receber), que precisou ser retirada do ar após travar o site do Banco Central pela alta procura, reúne R$ 3,9 bilhões na primeira etapa de devolução. São exemplos: valores esquecidos em contas bancárias, pagos por cooperativas ou por consórcios ou ainda tarifas e taxas cobradas indevidamente por bancos e instituições financeiras.

O BC divulgou que há, no total, R$ 8 bilhões, no total, que podem ser recuperados.

Na tarde desta quarta (26), o sistema ainda estava fora do ar, bem como todo o site do BC. O órgão divulgou que trabalha para que o funcionamento do portal seja restabelecido o mais breve possível.

POR QUAIS MOTIVOS HÁ DINHEIRO ESQUECIDO NOS BANCOS?

Veja a origem dos valores da primeira etapa de liberações:

  • Contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível;
  • Tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em termo de compromisso assinado pelo banco com o BC;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
  • Recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados;

POSSO CONSULTAR MEU SALDO EM QUALQUER BANCO EM QUE TIVE CONTA?

O Banco Central unificou a consulta sobre dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras na nova ferramenta chamada Sistema de Valores a Receber, também conhecida como Registrato. O SVR reúne todos os saldos que o cidadão possa ter em diferentes bancos supervisionados pelo Banco Central -por isso, exclui aqueles que faliram. As consultas também são referentes aos valores esquecidos ou devidos pelos bancos e instituições a partir de 2001. A consulta e o pedido de devolução são feitos pelo site do Banco Central, com o CPF da pessoa ou CNPJ da empresa. Por enquanto, a consulta está fora do ar após pico de acessos na segunda (24), dia em que o Banco Central divulgou a existência de R$ 8 bilhões a serem recuperados pelos brasileiros.

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POR QUE NÃO CONSIGO CONSULTAR MEU SALDO OU RESGATAR O DINHEIRO?

Devido à alta demanda, o site do BC e a ferramenta SVR não estão funcionando. O BC informa que trabalha para o restabelecimento da solução, mas não deu um prazo para a retomada do serviço.

QUANTAS PESSOAS JÁ CONSULTARAM SE TÊM DINHEIRO A RECEBER?

No primeiro dia de consulta, antes de o sistema sair do ar, 79 mil pessoas consultaram o SVR e 8,5 mil solicitaram o resgate do dinheiro, totalizando cerca de R$ 900 mil.

QUAL O PRAZO PARA RECEBER O DINHEIRO?

Os bancos têm 12 dias úteis para devolver os valores, a partir da solicitação do resgate.

COMO É FEITO O PAGAMENTO?

Após fazer o login no Registrato, a solicitação de pagamento pode ser feita via Pix. Os bancos que não assinaram um termo de compromisso do BC podem também pagar via TED ou DOC, na mesma conta onde o cliente tem o Pix registrado. Se o recebedor não possuir chave Pix, deve entrar em contato com o banco para informar seus dados bancários.

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QUE VALORES SERÃO DEVOLVIDOS NA SEGUNDA FASE DO SERVIÇO?

Na segunda etapa de liberações, que deve ocorrer ainda em 2022, serão disponibilizados também os valores de tarifas e parcelas cobradas indevidamente em operações de crédito, como empréstimos e financiamentos. Também entrarão valores de contas de corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários finalizadas com saldo.

QUANDO A FERRAMENTA FOI ANUNCIADA?

O SVR foi divulgado em junho de 2021, e o lançamento era previsto para dezembro do mesmo ano.

O QUE FAZER SE O VALOR NÃO FOR PAGO?

Os bancos são os responsáveis pelos valores e devem ser consultados em caso de reclamação. O BC também disponbiliza um canal para reclamações.

O QUE FAZER EM CASO DE DÚVIDAS?

O Banco Central atende o público por meio do número 145 (há custo de ligação local na chamada). Instituições financeiras podem tirar dúvidas sobre o serviço pelo email [email protected]

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COMO FUNCIONAM CONSULTA E A TRANSFERÊNCIA, QUE ESTÃO FORA DO AR

Para consultar se há saldo disponível a ser resgatado, é preciso acessar o portal de Valores a Receber do Banco Central. Em seguida:

  • Clique em “Consulta ao Relatório Valores a Receber”;
  • Clique em “Iniciar consulta”;
  • Insira seu CPF ou CNPJ de sua empresa;
  • Transcreva os caracteres para provar que você é humano;
  • Se não tiver nada a receber, aparecerá a mensagem “Atualmente, você não possui valores a receber”;
  • Se existe dinheiro a ser liberado, aparecerá “Consulta realizada com sucesso! Para saber mais detalhes dos valores a receber, acesse o Registrato”;

COMO RESGATAR

É necessário logar no sistema Registrato, do Banco Central, ou na conta no portal gov.br:

  • Clique em “Acessar Registrato” após checar se há valores a receber ou acesse o sistema de login do serviço;
  • Escolha a opção de entrar pela sua conta gov.br ou login Registrato;
  • Ao passar o cursor em cada uma das opções, é possível visualizar a opção de cadastro;
  • Para acessar o saldo na plataforma do governo federal, além do cadastro com informações pessoais, é preciso ter um login nível prata ou ouro (oferecidos a quem já integrou a conta de seu banco à plataforma do governo ou registrou biometria facial no aplicativo Meu Gov.br);
  • Para resgatar os valores via Registrato, sem a necessidade de logar na plataforma do governo, acesse a página de cadastro do serviço. É possível se cadastrar via aplicativo, internet banking ou baixando um certificado digital de segurança. A etapa é necessária para transferir os valores resgatados para a conta do titular do CPF;

O método mais simples é por meio do acesso ao Registrato no aplicativo do banco do titular. Veja os caminhos no aplicativo de cada banco disponível:

  • Banco do Brasil (Clique em: Menu > Serviços >Registrato);
  • Bradesco (Clique em: Registrato);
  • Caixa Econômica (Clique em: Senhas e Configurações > Registrato Banco Central);
  • Itaú (Clique em: Serviços > Registrato Banco Central);
    -Santander (Clique em: APP SANTANDER > Santander ON > Meu momento > Bacen Auto Credenciamento Registrato);
  • Sicoob (Clique em: APP SICOOB > Serviços > Registrato Banco Central);
  • Sicredi (Clique em: Sicredi X > Registrato);
    Ao acessar os canais oficiais dos bancos, o sistema gera um código (PIN), que deverá ser usado no site do Banco Central (credenciamento.bcb.gov.br), que ainda está fora do ar.

DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO

Para receber os valores, é preciso escolher a opção em que solicita ao banco a devolução do dinheiro via Pix. O pagamento deve acontecer em 12 dias úteis.

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Caso o banco não tenha aderido ao pagamento via Pix, a instituição pode fazer a transferência via DOC ou TED no mesmo prazo.

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Bancos que não aderiram ao acordo de pagamento com o Banco Central podem oferecer exclusivamente a opção “Solicitar via instituição”, em que o cliente deve solicitar o pagamento diretamente ao banco.








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