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Economia

Órgão parlamentar grego considera que dívida "está fora de controle"

Arquivo Geral

01/09/2011 16h01

A dívida grega está “fora de todo controle” e a gestão do governo não soluciona os problemas econômicos, o que torna provável que em 2011 os objetivos de consolidação fiscal não sejam cumpridos, segundo afirma o relatório de um órgão parlamentar independente.

O Escritório de Orçamento do Parlamento, criado em abril para acompanhar o processo de execução das medidas orçamentárias, entregou aos deputados nesta quarta-feira um relatório que teve alguns trechos vazados à imprensa nesta quinta-feira.

“O aumento notável da dívida e o alto déficit primário exacerbaram ao máximo a dinâmica da dívida, que está fora de todo controle”, indica o documento.

O aumento da dívida pública até 172% do Produto Interno Bruto (PIB) e a grande contração econômica que o país sofre, de 5,3% previsto para este ano, reduzem o efeito positivo do segundo pacote de resgate estipulado pela zona do euro em 21 de julho, no valor de 159 bilhões de euros.

O agravamento da recessão, a alta das taxas de juros do Banco Central Europeu e as consequências das medidas de austeridade são os principais perigos na aplicação do restante dos ajustes incluídos no primeiro plano de resgate aprovado pelo bloco, avaliam os analistas.

De acordo com as estimativas, a recessão atingirá 5,3% neste ano, contra os 3,8% previstos inicialmente, enquanto a meta é que o déficit se reduza até 7,6% neste ano, embora o próprio governo tenha admitido que isto não se cumprirá devido à piora da conjuntura econômica.

“Está claro que o problema do país não é só o volume da dívida pública, mas a incapacidade para consolidar a atual gestão fiscal. Apesar dos gigantescos esforços para um ajuste fiscal, não foi possível um superávit primário. Ao contrário, o déficit primário está se ampliando”, indicou o documento.

Os analistas sugeriram ao governo que redobre os esforços para combater a evasão fiscal, aplicando com decisão as medidas de ajuste para reduzir o déficit primário.

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, questionou nesta quinta-feira as conclusões do documento ao argumentar em entrevista que seus autores “carecem do conhecimento, experiência e responsabilidade” de outros órgãos, como a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Consequentemente, esse texto não dispõe de elementos de validade”, concluiu.

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