O dia dos usuários do transporte público do Distrito Federal ficará difícil mais uma vez, ao menos na manhã desta segunda-feira (08), para quem precisar pegar ônibus das empresas Marechal, Pioneira e Urbi e das cooperativas MCS e Alternativa. Apesar dos apelos do governo, os rodoviários decidiram não voltar ao serviço enquanto o pagamento de dezembro e o 13º não estiverem na conta. Uma assembleia para definir os rumos da greve está marcada para esta segunda-feira, às 8h, na garagem do P. Sul.
De acordo com a DFTrans, o Buriti já pagou R$ 35 milhões às empresas do sistema. Deles, R$ 28 milhões entraram na conta ainda no sábado e outros R$ 7 milhões aguardam o trâmite legal para serem repassados. Ao todo, o GDF deve às empresas do sistema de transporte público R$ 75 milhões, segundo a própria autarquia.
“Pagamento na conta vai ter, agora depende do sindicato convencê-los a voltar. Vamos tentar que voltem ainda pela madrugada de segunda-feira (hoje), com a garantia de que o dinheiro estará na conta às 9h da manhã, quando começa o expediente bancário”, declarou o diretor-geral do DFTrans, Jair Tedeschi, na tarde de ontem.
Mas o Sindicato dos Rodoviários se mostrou irredutível, mesmo diante da garantia de pagamento. Segundo o diretor de Imprensa, João de Jesus, os rodoviários já passaram por situação semelhante na semana passada, quando o governo não cumpriu a promessa de pagamento.