A brasileira Zilda Arns Neumman, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, morreu no terremoto que devastou o Haiti na terça-feira, informaram hoje fontes oficiais.
No momento do tremor, de 7 graus na escala Richter, Arns estava andando em uma rua em Porto Príncipe junto com dois soldados brasileiros, e morreu atingida por algum objeto, confirmou o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.
O senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho da vítima, disse que viajará ao Haiti ainda hoje, junto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o embaixador brasileiro nesse país, Igor Kipman, que estava em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva “lamentou muito” a morte da missionária e disse que está “absolutamente chocado” com a situação no país caribenho, segundo palavras do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, divulgadas pela “Agência Brasil”.
Zilda Arns, de 75 anos, era médica pediatra de profissão e tinha viajado ao país caribenho no fim de semana passado para um encontro missionário onde seriam discutidos métodos de combate à desnutrição infantil, e estava hospedada na sede episcopal de Porto Príncipe.
A fundadora da Pastoral da Criança recebeu vários prêmios por seu trabalho social, entre eles o de direitos humanos das Nações Unidas, concedido em 2002.
Além da morte de Arns, perderam a vida no terremoto quatro militares brasileiros que faziam parte da missão da ONU no Haiti (Minustah), confirmou o Exército.
O terremoto causou grande destruição na capital, onde pelo menos 100 edifícios desabaram e milhares de pessoas podem estar sob os escombros, enquanto teme-se que haja um grande número de mortos.