A polícia do Paraná encontrou nesta quinta-feira (19), no forro de uma escola em Campo Mourão, ossos humanos dentro de um saco e revistas pornográficas. Suspeita-se que eles sejam das duas jovens mortas pelo zelador do colégio onde elas estudavam.
A primeira jovem, Dimitria Vieira, 17 anos, e foi vista pela última vez em julho de 2008. Iara Pacheco, de 19 anos, a segunda moça, sumiu há sete meses.
A família de Dimitria disse para a polícia que vinha recebendo mensagens do celular da estudante, em que ela dizia ter fugido para a Espanha. A polícia passou a suspeitar do zelador da escola, Raimundo Gregório da Silva, que era amigo da família, porque ele dizia receber as mesmas mensagens.
O que reforçou a suspeita da polícia de que a jovem jamais havia fugido foi uma outra mensagem. Nela, a suposta Dimitria pedia ao pai para que o zelador não fosse mais investigado. Só que o código de área da mensagem não era da Espanha e sim do Paraná.
Segundo o inquérito, Raimundo telefonou na semana passada para o diretor do colégio para dizer que o corpo da jovem estava numa fossa, no terreno da escola. Ele trabalhava há 18 anos no local e era o responsável por cuidar da segurança dos alunos.
A polícia encontrou os ossos e prendeu o zelador. Na casa dele, que ficava no mesmo lote do colégio, foi encontrado o celular de Dimitria. Um exame de DNA vai comprovar se as ossadas são mesmo das duas jovens desaparecidas.
Veja vídeo do G1: