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Brasil

Wilson Lima afirma que sua amizade com Arruda não influenciará nos trabalhos

Arquivo Geral

04/02/2010 0h00

Isabel Paz
isabel.paz@jornaldebrasilia.com.br

O novo presidente da Câmara Legislativa, deputado Wilson Lima (PR), tenta levar tranquilidade para a Casa, depois de dois meses de tumulto. Em um momento de crise institucional, na primeira vez que ocupa a presidência da Câmara, Lima promete encaminhar os trabalhos de investigação das denúncias que deflagraram a Operação Caixa de Pandora. Já no seu terceiro mandato, o deputado, conhecido como polêmico e linha dura quando atuou como corregedor e emitiu parecer opinativo pela cassação de deputados da base, disse que vai permanecer coerente nas suas decisões. Mesmo aliado do governo, Lima afirma que sua amizade com o governador Arruda não influenciará nas definições na condução dos trabalhos. Decisões, que segundo ele, serão tomadas pelo colegiado de parlamentares.

 Como foi a construção do seu projeto de tornar-se presidente da Câmara Legislativa?
Houve a renúncia do presidente, mas antes disso não foi discutida a sucessão, de maneira alguma. Mas com a vacância do cargo, a bancada de situação começou a ventilar alguns nomes e o meu foi lembrado mais vezes e fomos construindo aos poucos, nós, deputados. O governador (José Roberto Arruda) encontrou com a gente algumas vezes e disse que não queria interferir no processo e disse: “escolham aquele que for melhor, o elejam e acabou”. Então, nos reunimos na casa de deputados. Almocei com um aqui e jantei com outro ali e assim foram muitas reuniões.

Processo político natural?
Natural. Sem pressões, sem brigas e poucas disputas. No momento não caberia uma disputa eleitoral pela Presidência da Casa porque ele exige mais zelo, cuidado, atenção e trabalho. Os olhos do Brasil estão voltados para esta Casa.

O senhor ficou conhecido por sua cautela, quando na primeira secretaria da Mesa Diretora, para lidar com os parlamentares. Essa postura será mantida?
Não serei diferente. Manterei um bom diálogo com a oposição e  com a situação, e  pretendo conversar muito mais vezes, para tomar uma decisão coletiva. Com a Mesa Diretora não vai ser diferente. Eu quero evitar fazer algo de ofício. Quero que meus companheiros da Mesa Diretora me ajudem sempre a tomar as decisões.

Sua amizade com o governador Arruda pode vir a influenciar nos trabalhos da Casa, principalmente nos processos de investigação de denúncias resultantes da Operação Caixa de Pandora?
Quero ser imparcial e transparente em todos os atos em que eu tiver que tomar decisões. Quero fazer isso com toda isenção.

Leia a entrevista completa na edição desta quinta (04) do Jornal de Brasília.

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