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Brasil

Vitória sobre o Brasil é o sonho dos finlandeses

Arquivo Geral

03/08/2006 0h00

País de nenhuma tradição no vôlei, a Finlândia tem treinado muito nos últimos dias para surpreender o Brasil nas duas partidas que os times vão fazer em Tampere, pela Liga Mundial. Atuando em casa, os escandinavos sonham até mesmo sair de quadra com uma vitória.

“Os brasileiros são talentosos e o técnico tem várias possibilidades para decidir que jogadores vai escalar. Mas se Portugal os venceu no ano passado, porque não poderíamos fazer o mesmo?”, comenta o ponta Tihinen, relembrando a única derrota nacional na última Liga Mundial.

Um dos pontos fortes da Finlândia é o treinador Mauro Berruto, assistente do técnico da Itália, Gianpaolo Montali, nos Jogos Olímpicos de Atenas. “Desde aquela época tento descobrir alguma coisa errada no jogo do Brasil. Há poucos pontos fracos na equipe deles. Neste momento, acho que o ponto mais forte é bloqueio, defesa e contra-ataque”, afirma o técnico, derrotado justamente pelos brasileiros na decisão das Olimpíadas.

Para ele, uma das inspirações para sonhar com uma vitória sobre o time de Bernardinho é o ex-atleta Paavo Nurmi, vencedor de nove medalhas olímpicas nos Jogos Olímpicos de Antuérpia-1920, Paris-1924 e Amsterdã-1928. “Ele não tinha um talento tão grande, mas conquistou muitas coisas trabalhando duro. Nós não temos o talento dos jogadores brasileiros, por isso precisamos trabalhar duas, três ou até quatro vezes mais. A chance de enfrentar um time desse nível é como um tesouro para nós”, comemora.

Com três vitórias sobre Portugal e três derrotas – uma para os portugueses e duas para os argentinos, estas em casa, Berruto analisou seu time. “Fizemos um bom trabalho no começo. Podemos ganhar de times do nosso nível, como Portugal. Mas no último final de semana, contra a Argentina, não fiquei satisfeito. Os argentinos estão entre os melhores do mundo, muito acima do nosso nível”, afirma.

Brasileiros e finlandeses se enfrentaram apenas três vezes na história, nos Campeonatos Mundiais de 1962, 66 e 70. O Brasil venceu as duas primeiras partidas por 3 sets a 0 e a última por 3 a 1.

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