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Brasil

Visibilidade lésbica: “somos quase sempre excluídas”, diz estudante

Representação de mulheres lésbicas em novelas brasileiras acompanha mudanças na sociedade e ainda enfrenta resistência

Redação Jornal de Brasília

19/08/2026 16h30

visibilidade lésbica

Foto: Reprodução/Internet

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Beatriz Ribas

“Agosto é um mês que lembra que, por não estarmos no meio de homens, nos relacionando com eles, somos quase sempre excluídas. Ainda temos que lutar pelos nossos direitos de amar livremente”, afirma a universitária de museologia Carolina de Andrade, de 20 anos.

A opinião da estudante leva em conta que o “Mês da Visibilidade Lésbica” pode ser oportunidade para visibilidade e discussões sobre o tema.

Origem

Em 1983, a data de 19 de agosto passou a ser conhecida como: “O dia do Orgulho Lésbico” e dia 29 “O dia da Visibilidade Lesbica”. Mesmo já existindo há 40 anos, essa ainda é uma data pouco conhecida. 

A data surgiu quando o movimento lésbico ocupou o Ferro ‘s Bar, em São Paulo, em um protesto contra a lesbofobia e a invisibilidade das mulheres lésbicas na sociedade.

Visibilidade

Mais do que uma celebração, a visibilidade funciona como uma ferramenta de proteção social. Quando a existência de mulheres lésbicas são reconhecidas publicamente e quebram a barreira. Isso se torna um dos maiores fatores que trás vulnerabilidade para jovens e adultos que enfrentam o preconceito dentro de suas próprias casas e ciclos sociais. 

Preconceito

O Brasil ainda é um dos países que mais convive com o preconceito e que mais mata pessoas da comunidade LGBTQIAPN+. e a lesbofobia se mania de uma maneira particular, através de um duplo apagamento.”

Mulheres lésbicas têm de enfrentar  os discursos misóginos e a homofobia, o que resulta em barreiras específicas que afetam principalmente sua segurança, saúde e direitos básicos.

A recusa em aceitar a orientação sexual feminina resulta em formas graves de violência física e psicológica, incluindo acusações morais, assédio em espaços públicos e a violência doméstica muitas vezes vinda dos próprios familiares.

Imagem

A primeira vez que um casal lésbico apareceu na TV aberta foi na novela “O Rebu” de 1974 da Rede Globo, depois vieram outros que passaram por muitas reprovações até chegar nas dos dias atuais.

A Rede Globo tentoutrazer esse debate para suas novelas. O primeiro casal que marcou a história da televisão foi na novela Torre de Babel, o casal Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni). As duas morreram em uma explosão no shopping. Depois da rejeição do público, as novelas ficaram alguns anos sem trazer essa representatividade. 

Em 2003 casais homoafetivos na TV aberta ainda eram vistos como um tabu muito grande, mas a Globo mais uma vez tentava quebrar e trazia essa representatividade para suas novelas, desta vez mudado para um casal jovem.

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) de “Mulheres Apaixonadas”. Se por um lado em 1998 o casal não tinha sido bem recebido, em 2003 o cenário já ganha outra forma, apesar de ainda ter um grande preconceito, a rede globo levou o casal até o fim  terminando sua história com um beijo na peça de fim de ano do colégio. 

Em 2014, veio o casal que mudou a visão de muitos pela primeira vez. na novela “Em Família” o casal Marina(Taina Muller) e Clara (Giovanna Antonelli) um dos casais mais memoráveis. Apesar de ser um casal “aceito” ainda estava longe de ser o que o público que buscava esse conteúdo esperava já que mais uma vez a relação não era aprofundada e se resumia a cenas sutis, discretas e como sempre tinha algo no meio.

Em 2025 o casal Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky), mas conhecidas como Loquinha da novela três graças ganhou o público e se tornaram as favoritas do público chegando muitas vezes a bater o casal principal, pela primeira vez o casal entre duas mulheres era destaque e não apenas figurantes.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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