Um navio cargueiro de bandeira caribenha está impedido de deixar a capital pernambucana. A medida foi tomada pela Vigilância Sanitária após inspeção que constatou oito casos de malária entre os tripulantes. O navio está no Porto de Recife desde a última sexta-feira e deveria seguir viagem para a Síria, hospital com um carregamento de açúcar.
De acordo com a coordenadora de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegários, Vera Barone, não há qualquer risco de contaminação da população local, já que não foi encontrado na embarcação o mosquito vetor, transmissor da malária.
Segundo a coordenadora, embora o livro de bordo não informasse a existência de pessoas doentes, a Vigilância recebeu a informação de que três tripulantes do navio tinham sido conduzidos ao Hospital Oswaldo Cruz por apresentar sintomas como febre, dores musculares e fadiga.
O Laboratório de Saúde Pública de Recife foi acionado e constatou por meio de exames que as amostras de sangue estavam afetadas pelo protozoário da malária.
Vera Barone explicou que outras 20 pessoas da tripulação também foram examinadas e foram diagnosticados mais cinco casos de malária. O comandante da embarcação está entre os doentes. Entre as medidas adotadas, a coordenadora da Vigilância Sanitária citou “a desinfecção do navio, a suspensão das operações e o acompanhamento dos acometidos pela enfermidade”.
O cargueiro só poderá deixar o Porto de Recife quando os tripulantes hospitalizados receberem alta médica. Vera Barone disse ainda que os tripulantes que ficaram na embarcação estão impedidos de transitar na cidade.