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Brasil

Veto a emagrecedores preocupa médicos

Arquivo Geral

17/02/2011 10h48

Endocrinologistas que tratam da obesidade estão preocupados com a provável proibição de medicamentos usados para emagrecer. Para eles, a retirada dessas drogas do mercado pode ter duas consequências: a procura por tratamentos clandestinos com sibutramina e o aumento de pessoas em busca de cirurgias de redução de estômago.

A retirada das drogas anorexígenas do mercado é praticamente certa – o tema será discutido em audiência pública na próxima semana. O argumento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que os riscos desses medicamentos não superam os benefícios da perda de peso que eles proporcionam.

No final do ano passado, a própria agência proibiu a comercialização e a importação de dois suplementos alimentares, vendidos como naturais, mas que continham sibutramina em sua composição. Esses compostos eram facilmente adquiridos em farmácias ou na internet.

Responsável pelo laboratório de investigação em diabete e metabolismo da Unicamp, Bruno Geloneze está preocupado com a possibilidade de os pacientes procurarem tratamentos “pseudonaturais”. Para ele, a proibição dos emagrecedores “abre uma brecha” muito grande para o mercado clandestino.

A opinião é compartilhada pelo endocrinologista Amélio Godoi Matos, chefe do Instituto Estadual de Diabete e Endocrinologia da PUC-RJ. “Já convivemos todos os dias com uma série de tratamentos prometendo falsos milagres. Basta abrir a internet. E a Anvisa não tem controle nenhum sobre esses casos”, diz o médico. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

AE

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