A Vale confirmou hoje que está negociando com seus clientes na Ásia um aumento dos preços de referência para igualá-los aos estabelecidos para os europeus.
As especulações sobre as negociações da Vale com seus clientes, web principalmente na China e no Japão, price vinham afetando o valor das ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo, mas a empresa insistia em negá-las.
No entanto, em comunicado dirigido hoje aos mercados, a empresa confirmou que, “em busca de condições mutuamente satisfatórias, está negociando com seus clientes baseados na Ásia a convergência dos preços de referência para o minério de ferro para o mesmo nível daqueles praticados para clientes europeus”.
“Atualmente, os preços para os clientes asiáticos são menores que os praticados para os clientes da Europa em 11% a 11,5%, dependendo do tipo de minério de ferro”, acrescenta a nota.
A empresa brasileira esclareceu que se trata de uma negociação em curso e que, por esse motivo, não pode antecipar se seus resultados serão bem-sucedidos ou não.
Caso as negociações sejam concluídas com sucesso, “o ajuste de preços mencionado implicará em acréscimo estimado de receita inferior a 3,0% da receita total da Vale do período de doze meses encerrado em 30 de junho de 2008”, que somou US$ 35,481 bilhões, conclui o comunicado.
A Vale é uma importante fornecedora de ferro da China, a maior compradora mundial do produto, e tem entre seus principais clientes o gigante grupo siderúrgico chinês Baosteel.
A empresa brasileira já tinha acordado em fevereiro com seus clientes asiáticos aumentos de 65% a 71% do preço do minério de ferro.
Os aumentos dos preços da Vale na Ásia, no entanto, estão abaixo dos impostos em julho passado, de entre 80 e 96%, pelas mineradoras anglo-australianas BHP Billiton e Rio Tinto, que controlam 50% das vendas de ferro nesse continente.