A Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) recomendou hoje a pena máxima de oito anos para o norte-americano Justin Gatlin, flagrado no exame antindoping para o uso excessivo de testosterona em abril. Por ser reincidente, a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) ameaçou punir o campeão olímpico dos 100 metros rasos com uma suspensão pela vida inteira.
De acordo com o conselheiro-geral da Usada, Travis Tygart, contou a favor de Gatlin o fato de ele ter voltado atrás e não contestar mais o teste. “Para o seu crédito, está o reconhecimento de que a ciência é inquestionável”, resumiu.
Ainda de acordo com Tygart, Gatlin concordou com a recomendação de oito anos de pena e o seu comprometimento de ajudar o combate às drogas no esporte. “Ele aceitou a nossa recomendação. Ele também concordou em não levantar argumentos técnicos ou defesas frívolas no julgamento”, completou.
Agora o velocista espera pelo julgamento da Iaaf. As regras da entidade prevêem o fim da carreira de atletas reincidentes no doping. Em 2001, ele foi flagrado durante o Campeonato Norte-Americano Juvenil por uso de anfetamina, mas se livrou da pena de dois anos e foi avisado de que na próxima vez seria banido do esporte.
No entanto, o relatório da Usada deve favorecer uma pena menor. “Ele terá uma oportunidade de ir até o tribunal e alegar circunstâncias excepcionais”, adianta Travis Tygart.