A Justiça Eleitoral de São Paulo começa a encaminhar hoje (2) as cerca de 81,5 mil urnas eletrônicas para os 9.777 locais de votação instalados em todo o estado. Devidamente preparadas, testadas e lacradas nos 423 cartórios eleitorais de São Paulo, as urnas eletrônicas serão dispostas em uma única sala de cada escola e protegidas por policiais militares.
Somente amanhã (3), dia das eleições, é que as urnas serão levadas para as seções eleitorais (ou salas de votação). Nestes locais é que os eleitores poderão então, secretamente, digitar seus votos para presidente da República, senador, governador, deputado federal e deputado estadual.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, cada urna é equipada com um relógio interno que só funciona no dia da votação, a partir das 8h da manhã. Antes desse horário, é impossível digitar votos.
Pouco antes disso, para demonstrar a lisura do processo, os mesários de cada sala de votação vão emitir um documento chamado zerésima, que faz uma listagem com o nome de todos os candidatos e seus respectivos votos. Se a urna estiver funcionando corretamente, a impressão da zerésima vai demonstrar que nenhum candidato recebeu votos antes do início das eleições.
Caso alguma urna apresente defeito durante o processo de votação, é solicitada a troca por uma de contingência. Segundo o tribunal, há cerca de 2% do total das urnas em reserva para poderem substituir as defeituosas no dia da eleição. Na impossibilidade de troca da urna, o presidente da mesa da sala de votação passa ao processo de votação por cédulas.
A expectativa do TRE é de que a eleição transcorra normalmente no estado, mesmo em caso de falta de energia, já que cada urna tem uma bateria interna que permite seu funcionamento.
As eleições terão início às 8h deste domingo e terminam às 17h. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após o voto do último eleitor, os mesários dão procedimento ao fechamento das urnas. As mídias que armazenam as informações digitadas nas urnas são então retiradas e encaminhadas para os cartórios eleitorais correspondentes. Nos cartórios, as mídias são lidas e seus dados são transmitidos para o computador central do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Segundo o TRE, não há possibilidade de adulteração das mídias, já que elas são criptografadas (protegidas com códigos especiais).
O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 30.301.398 eleitores, que vão escolher um governador (entre os nove candidatos inscritos), dois senadores (dos 15 candidatos que disputam os cargos), 70 deputados federais (dos 1.169 candidatos) e 94 deputados estaduais (dos 1.787 que estão na disputa).