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“Um rapaz problemático”, diz delegado de Saudades sobre o suspeito de ataque

Na casa do suspeito, foram encontrados um computador, as embalagens das duas facas utilizadas no crime e R$ 11 mil em espécie

Por Geovanna Bispo 04/05/2021 6h17

O delegado de Saudades, Jerônimo Marçal Ferreira, afirmou que, após conversa com familiares e pessoas próximas ao suspeito de realizar ataque, era jovem simples, mas problemático. “Ele sofria bullying no colégio, muito quieto e sem amigos”. Até então, não se sabe se alguém sabia sobre o ataque ou o motivo.

Segundo a Polícia Civil da cidade, o suspeito identificado como Fabiano Kipper Mai, de 18 anos. Em sua casa foi encontrado um computador que será analisado pela polícia nos próximos dias, as embalagens das duas facas utilizadas no crime e cerca de R$ 11 mil em espécie, que, segundo os pais, eram fruto de trabalho do rapaz. Ainda assim, os motivos não foram informados.

De acordo com as autoridades de segurança, cada vítima recebeu, no mínimo, cinco golpes.

Ao parabenizar as professoras pela bravura, Jerônimo afirmou que o jovem teria tentado entrar em todas as salas, mas as profissionais teriam trancado as portas. O delegado ainda informou que o suspeito está passando por uma cirurgia neste momento.

A governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, afirmou que, com o auxílio de assistentes sociais, mais de 25 psicólogos foram disponibilizados para darem suporte às crianças e funcionários da escola.

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O prefeito da cidade, Maciel (PSL), de forma bastante emocionada, afirmou que esse foi “o dia mais triste da história do município”. “Nos causa muita dor pensar nessas famílias que perderam filhos e familiares”, afirmou.

Nesta tarde, Reinehr decretou luto oficial de três dias em todo o estado.

Caso

Na manhã desta terça-feira (04), um jovem invadiu a Escola Infantil Pró-Infância Aquarela, que atende crianças de seis meses a três anos, no município de Saudades-SC, onde feriu e matou três crianças, entre dois e seis anos, uma professora e uma agente socioeducativa, que também trabalhava no local, com um facão. As mulheres são Keli Adriane Anieceviski, de 29 anos, e Mirla Renner, de 20 anos. As duas seriam naturais da cidade.

Segundo a Polícia Civil da cidade, o suspeito tentou tirar a própria vida após o crime, mas foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Pinhalzinho e transferido para Chapecó.

De acordo com o delegado, Fabiano teria invadido a escola por volta das 10 horas, onde feriu a professora logo na entrada. Após isso, ela teria corrido para uma sala onde estavam quatro crianças e a agente de saúde.

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