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Uberaba poderá ter o primeiro geoparque mundial da Unesco em Minas Gerais

A UFTM assinou uma carta de intenções para transformar o Geoparque Uberaba no primeiro a ter o título de geoparque mundial da Unesco em MG

Por FolhaPress 24/06/2022 8h20
Foto: Reprodução/Web

Patrícia Pasquini
São Paulo, SP

A UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) assinou nesta quinta-feira (23) uma carta de intenções com representantes da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, da Prefeitura de Uberaba e do Sebrae para transformar o Geoparque Uberaba no primeiro a ter o título de geoparque mundial da Unesco em Minas Gerais.

O documento será encaminhado para a Unesco, em Paris, pelo Ministério das Relações Exteriores. Com a validação da carta, o projeto poderá ser elevado à categoria de geoparque “aspirante”.

A expectativa dos representantes é que, em até dois anos, seja enviado ao órgão um dossiê com a descrição completa das ações em Uberaba.

“Precisamos ajeitar alguns pontos que ainda não estão prontos, como os locais para a visitação pública, com placas explicativas sobre o que a pessoa irá ver ali, painéis, desenhos, acessos, porque são regiões montanhosas, com cachoeiras e no meio da mata. Por isso, demandará ainda mais um ou dois anos”, explica o geólogo da UFTM, Luiz Carlos Borges Ribeiro, que é idealizador do projeto.

Geoparque é o nome atribuído pela Unesco a áreas ou locais com patrimônio geológico de relevância internacional dentro de uma visão holística de educação, conservação e desenvolvimento sustentável, alavancado pelo turismo.

Para conquistar o título é necessário um patrimônio geológico de relevância internacional, mas também mostrar a identidade e os valores do território.

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Por isso, a carta ressalta outros atributos de Uberaba, em Minas Gerais, como o fato de ter sido a cidade em que o médium Chico Xavier se revelou ao espiritismo e de a cidade ser a capital mundial do zebu.

O terceiro é o fato de ser a “Terra dos Dinossauros do Brasil”, por causa dos trabalhos de paleontologia no bairro de Peirópolis. A área rural é atração turística do município, com sítios paleontológicos.

Lá, o paleontólogo Llewellyn Ivor Price, do então Departamento Nacional de Produção Mineral –atual Agência Nacional de Mineração–, fez escavações, pesquisas e deixou um legado à paleontologia brasileira entre 1947 e 1974.

A partir de 1992, estas atividades foram retomadas pelo Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price e Museu dos Dinossauros do Complexo Cultural e Científico de Peirópolis, da UFTM.

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O local tem estrutura de pesquisa, produção acadêmica, projetos educacionais e difusão do conhecimento.

Somando 30 anos de atividades, foi visitado por mais de 1,5 milhão de pessoas, de mais de 1.250 municípios brasileiros e quase 100 países.

Em abril deste ano, a Unesco declarou dois locais brasileiros como geoparques mundiais: o Seridó, no Rio Grande do Norte, e o Caminhos dos Cânions do Sul, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Há, ainda, o geoparque Araripe, entre os estados de Ceará, Pernambuco e Piauí.

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