O aparecimento de dois cães na pista durante a segunda etapa da Fórmula GP2 na Turquia, no último domingo, pode ter consequências para o país. A invasão, inclusive, prejudicou a corrida do brasileiro Bruno Senna, que atropelou um dos cães a cerca de 260 km/h e foi obrigado a abandonar a disputa – o sobrinho do tricampeão Ayrton Senna nada sofreu, mas animal não resistiu ao impacto e morreu.
“Foi uma falha séria no sistema de segurança do circuito”, comentou um assessor de imprensa da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). “Como uma coisa destas pode acontecer em um circuito novo da Fórmula 1? A Comissão de Segurança da FIA vai fazer uma investigação profunda sobre o caso e isso será decidido no conselho mundial. Mas sanções não podem ser descartadas neste momento”, destacou.
O circuito da Turquia estreou no calendário da Fórmula 1 em 2005. Já no ano seguinte, a etapa causou polêmica, pois Mehmet Ali Talat, identificado como presidente da República Turca do Norte do Chipre, entregou o troféu de vencedor para Massa. A atitude foi classificada como manifestação política, já que somente a Turquia reconhece a nação como independente – na ocasião, o país pagou uma multa de 2,5 milhões de dólares, metade do inicialmente estabelecido.