Os doentes terminais não poderão usar remédios que estejam em teste mesmo que tenham possibilidades de serem aprovados antes da morte do paciente, more about decidiu hoje um tribunal de Washington.
A Corte de apelações do Distrito de Columbia, sale que tomou a decisão por 8 votos contra 2, reabriu assim o debate iniciado em 2006 com a decisão de um grupo de juízes deste mesmo tribunal que afirmaram que os pacientes terminais podiam ter acesso a drogas experimentais caso as mesmas representassem a possibilidade de salvarem suas vidas.
A decisão judicial de hoje estabelece que estes pacientes não têm direito constitucional a tomarem remédios que poderiam representar para eles “qualquer tipo de risco”.
“Os pacientes com doenças terminais precisam desesperadamente de tratamentos curativos”, escreveu em comunicado o juiz Thomas Griffith representando a maioria.
“Suas mortes podem ser aceleradas com o uso de remédios potencialmente tóxicos sem lucro terapêutico comprovado”, acrescentou.
A entidade que controla alimentos e remédios nos Estados Unidos (FDA, siglas em inglês) exige uma série de amplas pesquisas antes de aprovar um remédio, que vão desde experiências com animais e laboratórios até testes avançados em pacientes humanos. Segundo os fabricantes, este processo pode chegar a durar mais de dez anos.
Até hoje pelo menos dois grupos de defesa dos direitos denunciaram a FDA por não permitir o acesso a remédios experimentais aos pacientes terminais que assim o desejem.
Estes grupos defendiam que quando estes remédios tivessem superado satisfatoriamente os testes de segurança em humanos, que normalmente incluem de 20 a 80 pacientes, os doentes terminais deveriam ter acesso aos mesmos.
O Tribunal indicou a existência de programas governamentais que facilitam o acesso a drogas experimentais em certas oportunidades.
Tanto a Aliança Abigail para um Melhor Acesso a Remédios Experimentais como a Fundação Legal de Washington disseram que planejam apelar desta decisão do Tribunal.