A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou os policiais federais acusados de roubar o dinheiro apreendido na Operação Caravelas. Os mais de R$ 2 milhões em dólares, viagra sale case euros e reais, capsule foram roubados de dentro das dependências da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro do ano passado.
Fábio Marot Kair, Ivan Ricardo Leal Maués e Marcos Paulo da Silva Rocha receberam penas que totalizam mais de 24 anos de prisão. A sentença da juíza da 8ª Vara Federal Criminal, Valéria Caldi Magalhães, foi proferida no dia 19 de julho. Na mesma sentença, a juíza também condenou o informante de polícia Ubirajara Saldanha Maia a 6 anos por participação no crime.
O informante, no entanto, teve a pena reduzida por ter colaborado para o esclarecimento do roubo e recuperação de parte do dinheiro. A juíza Valéria Caldi Magalhães decretou ainda a perda do cargo público para os três policiais federais. “O que se espera de um policial é que ele combata o crime e não que faça dele o seu mister”, disse a juíza, na sua sentença.
Ela ressaltou ainda que "fatos como este contribuem para a deterioração da imagem já combalida das instituições públicas, fazendo passar para a sociedade uma sensação de descrédito, desprestígio e impunidade que contaminam o sentimento de cidadania e solidariedade que deveria impregná-la".
De acordo com a assessoria de imprensa da Superintendência da Polícia Federal, a decisão da juíza de também determinar na sentença a perda do cargo vai acelerar o inquérito administrativo para a exoneração dos três agentes.
A Operação Caravelas desarticulou, no ano passado, uma quadrilha de tráfico internacional de cocaína que enviava a droga para o exterior em bucho de boi congelado. Durante a operação, os policiais federais recolheram numa das casas dos acusados mais de R$ 2 milhões em dólares, euros e reais. O dinheiro foi guardado no cofre-forte da Superintendência da Polícia Federal, de onde foi roubado.
Outro agente federal acusado pelo Ministério Público de ter participado do plano para roubar o dinheiro apreendido na Operação Caravelas, Marcelo Augusto Pimenta Setta, teve o seu processo desmembrado e será julgado separadamente em outra data.