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Brasil

Transferência impede depoimento da envolvida na morte de Priscila

Arquivo Geral

13/08/2007 0h00

A transferência de carceragem da acusada de participar da morte da universitária Priscila Belfort, nurse Elaine Paiva da Silva, medications  impediu que ela fosse ouvida pelo delegado Anestor Magalhães, rx da 75º DP, como estava previsto para esta segunda-feira.

Elaine estava na carceragem da 72ª DP, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, até sexta-feira passada, mas foi transferida para a da 53ª DP, em Mesquita, na Baixada Fluminense, depois de discutir com outra presa, Silvana Luíza de Oliveira Lopes, também envolvida no desaparecimento, mas o delegado não foi avisado. As duas discutiram quando se encontraram no pátio no horário do banho de sol. Elas foram contidas pelos agentes.

O delegado pretende voltar a ouvir Elaine para desfazer contradições de seu primeiro depoimento. Ele espera ainda que ela indique o paradeiro de outros três integrantes da quadrilha, que estão foragidos. “As primeiras informações prestadas em depoimento foram confirmadas. Mas há outras que não procedem, como o fato de um comparsa ter sido baleado num confronto, numa determinada data. O endereço dele que ela nos forneceu não confere. Além do mais nunca houve esse confronto. Também não conseguimos localizar outros suspeitos de integrar a quadrilha”, disse o delegado.

Anestor Magalhães também aguarda o resultado da quebra de sigilo telefônico de Elaine, solicitado à operadora telefônica, para confirmar se ela realmente fez contato com Priscila. Como este procedimento é complicado, ele acredita que só terá uma resposta no fim desta semana.

Nesta segunda-feira, o crânio encontrado em Vila Lage, em Neves, em São Gonçalo será encaminhado ao laboratório de DNA da Polícia Civil. Amostras de sangue da mãe de Priscila, Jovita Belfort, e do irmão Vitor, serão confrontadas com o material genético do crânio. O resultado deverá sair em 30 dias.

Priscila Belfort desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004. Elaine, que se apresentou à polícia no último dia 3 de agosto, contou que a vítima foi seqüestrada para forçar o pagamento de uma suposta dívida de drogas com traficantes do Rio. Elaine contou que matou Priscila, com quatro tiros, num sítio em Rio D´Ouro, em São Gonçalo, em junho de 2004. A mãe da estudante, no entanto, nega que a filha fosse usuária de drogas.

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