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Brasil

Trabalho de combate as drogas não funciona como o planejado por falta de integração

Arquivo Geral

28/12/2010 7h58

Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

No centro da capital federal, em um prédio ao lado da Rodoviária do Plano Piloto e em frente ao Conic, funciona um projeto que, segundo especialistas em dependência química e políticas públicas em segurança, seria uma das ferramentas mais eficazes no combate ao uso de drogas. Há dois anos no local, o Núcleo de Ação Integrada (NAI) reúne Conselho Tutelar, Vara da Infância e Juventude, Secretaria de Saúde (SES), Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), Polícia Militar e Civil. Porém, a iniciativa de reunir vários setores públicos na defesa de pessoas em situação de risco parece não ser eficiente como deveria.

 

Para quem trabalha no comércio local, a atuação do NAI pouco mudou a rotina dos usuários de crack da área central. “A polícia é atuante, mas faz o trabalho repressivo, não preventivo, já que usuários não podem ser presos. Às vezes eles enchem um ônibus com 40 usuários, que são soltos e voltam no dia seguinte. Quando vão perceber que isso não funciona? Em 2020?”, questiona o comerciante Reinaldo Freitas, 45 anos, que optou por fechar a loja mais cedo aos sábados por causa da insegurança.

 

O vendedor Carlos Alexandre, 33 anos, conta que já teve de buscar clientes no estacionamento, com medo de descer do carro. “A cada três, quatro meses, as crianças desaparecem e surgem outras. A gente se pergunta o que aconteceu com elas”.

 

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (28) do Jornal de Brasília

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