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Brasil

Time Masculino promete muita vontade na China

Arquivo Geral

20/05/2008 0h00

Acostumados a ganhar títulos e mais títulos no cenário internacional, os atletas da seleção masculina de vôlei prometem que não vão perder o foco para a disputa mais importante da temporada: as Olimpíadas de Pequim, que deve marcar a despedida de boa parte da atual geração.

“Não nos consideramos melhores que nenhuma outra seleção, mas sempre buscamos estar mais bem preparados que nossos rivais. Nosso modelo de preparação já vem sendo copiado por muitas equipes no mundo. Precisamos, a cada competição, provar nossa condição. Para este grupo, manter o ritmo de conquistas se tornou uma causa pela qual lutamos. Este ano provavelmente será o último com o grupo completo e isso nos serve como motivação e motivo de reflexão para buscarmos nosso melhor”, garantiu o técnico Bernardinho.

Vice-campeão russo pelo Iska Odsintovo, Giba reforçou as palavras do treinador. Ao lado do líbero Serginho Escadinha, ele se apresentou nesta semana. Para o capitão brasileiro, o fato de a fase final da Liga Mundial ser disputada no Rio de Janeiro é extremamente positivo para a preparação da equipe para os Jogos Olímpicos de Pequim.

“Temos uma vontade enorme de fechar mais um ciclo olímpico com uma medalha de ouro. O grupo está muito motivado por este objetivo. A prioridade é os Jogos Olímpicos, mas a Liga Mundial, além de um treinamento de luxo, será muito importante para nós. Teremos a oportunidade de disputar a fase final no Brasil e isso nos deixará perto de nossos amigos e familiares pouco antes do embarque para Pequim. Seremos a única seleção a ter este privilégio e vamos aproveitá-lo”, conta Giba.

Giba, de 31 anos, quer reencontrar o ginásio do Maracanãzinho lotado nas finais da Liga Mundial, assim como aconteceu nos Jogos Pan-Americanos, em julho de 2007.

“Ainda temos as lembranças do Pan-Americano bem vivas na memória. Esperamos viver aqueles momentos mágicos novamente e retribuir mais uma vez todo o carinho da torcida. Passamos boa parte do ano fora do país e é sempre muito legal jogar no Brasil, especialmente se tratando da fase decisiva de uma competição”, explica.

O atacante espera que o Brasil repita o feito de 1993, quando a seleção venceu a Liga Mundial pela única vez no país. Naquela ocasião, a fase final foi disputada em São Paulo. Em 2002, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, a seleção foi derrotada pela Rússia na decisão.

“Apesar de todos os títulos que conquistamos de lá para cá, aquela derrota foi marcante. Ainda está engasgada. Estávamos seguros demais, já que havíamos os derrotado por 3 sets a 0 antes. O grupo era bem mais jovem que hoje, estávamos apenas iniciando o ciclo olímpico”, lembra.

O líbero Escadinha, de 32 anos, é outro que não se esquece do vice-campeonato de 2002. O defensor alerta a equipe para que não repita os erros daquela temporada.

“Todos achavam que seria um jogo fácil e acabamos derrotados. Foi uma armadilha na qual acabamos caindo, mas aprendemos muito com esta derrota, tanto que no fim do ano nos superamos e vencemos o Campeonato Mundial. O grupo hoje está muito mais experiente e sabe que não pode ser influenciado por fatores externos”, diz Sérgio, que foi vice-campeão italiano e europeu com o Piacenza, da Itália. “Foi uma temporada muito boa. Chegamos às decisões do principal campeonato de clubes da Europa, além do Campeonato Italiano. Mas, por outro lado, o ano ficou incompleto para nós, afinal não conquistamos os títulos”, encerra.

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