Menu
Brasil

Testemunha relata agressões de Jairinho no caso Henry Borel

Em depoimento no júri, Kaylane de Oliveira Duarte Pereira afirmou que sofreu agressões do ex-vereador quando era criança.

Redação Jornal de Brasília

28/05/2026 14h24

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, de 18 anos, relatou nesta quinta-feira (28), no quarto dia do julgamento do caso Henry Borel, que foi agredida pelo réu, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

Filha de Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho, Kaylane disse ter convivido com ele a partir dos 3 anos de idade, quando a mãe iniciou o relacionamento com o então vereador. Segundo ela, os episódios de agressão ocorreram do meio para o fim desse período, quando tinha cerca de 7 anos.

No depoimento prestado no 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, a jovem afirmou que era agredida com tapas, socos na cabeça e torções no braço. Ela contou ainda que era levada a uma piscina, onde era afundada com o pé na barriga até encostar no chão. Kaylane negou abuso sexual, mas disse que não havia marcas visíveis das agressões e que era orientada por Jairinho a não contar nada à mãe.

A estudante relatou também que ouvia do réu que atrapalhava a vida da mãe e do casal. Segundo ela, passou a sentir medo sempre que via o carro dele chegar. Kaylane contou que só revelou os episódios à mãe e à avó cerca de um ano depois do fim do relacionamento, após assistir a um programa de TV com um caso semelhante.

Natasha Machado, mãe de Kaylane, também prestou depoimento e afirmou que não identificava lesões na filha. Disse ainda que não voltou a ter contato com Jairinho depois de saber das agressões e que, em uma ocasião, desconfiou de que ele a dopava. Segundo ela, a decisão de procurar Leniel Borel, pai de Henry, foi tomada em conjunto com a filha.

O julgamento foi retomado nesta quinta-feira com a presença do advogado de defesa de Jairinho, Fabiano Lopes, que havia se ausentado por ter sofrido um infarto no sábado (23). O dia de depoimentos começou com atraso, por volta das 10h30, depois que um jurado passou mal e precisou de atendimento médico.

Jairinho e Monique Medeiros respondem pela morte de Henry Borel, de 4 anos, morto em março de 2021. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil, a morte foi causada por agressões atribuídas ao ex-vereador. Monique é acusada de omissão. Ao todo, 27 testemunhas foram arroladas, e a decisão caberá a sete jurados.

Com informações da Agência Brasil

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado