A Telefónica contratou o escritório de advogados holandês De Brauw Blackstone Westbroek, que assessorou à operadora e a Portugal Telecom na criação da Brasilcel – a sociedade conjunta que controla a Vivo -, para avançar em sua dissolução, segundo disseram hoje à Agência Efe fontes próximas a operação.
Após extinguir na sexta-feira a oferta de compra que apresentou pela participação da Portugal Telecom (PT) na Vivo, a companhia espanhola iniciou sua estratégia jurídica para seguir brigando por assumir o controle da Vivo.
Para começar, a empresa presidida por César Alierta contratou os serviços deste escritório de advogados, com sedes em Amsterdã, Londres, Nova York e Pequim, que assessorou as duas empresas na criação de Brasilcel em 2001.
O objetivo é dissolver a sociedade que as duas companhias controlam com partes iguais e detém 60% da Vivo.
Entre as medidas as quais poderia recorrer a Telefónica está a de apresentar uma denúncia diante do Tribunal de Arbitragem de Haia.
A multinacional espanhola comunicou na madrugada de sábado o fim do prazo dado a Portugal Telecom para adquirir deles 30% da Vivo, com uma oferta de 7,150 bilhões de euros.
O Governo de Portugal considerou insuficiente este montante, apesar de a empresa espanhola ter aumentado em duas ocasiões a proposta inicial de 5,7 bilhões de euros.