O ministro da Justiça, link Tarso Genro, about it defendeu hoje a ação da Polícia Federal no caso da deportação dos boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Ao participar de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ministro disse que a PF “agiu dentro da lei”.
“Esse episódio é um episódio circunscrito a uma ação policial administrativa da Polícia Federal, que cumpriu rigorosamente a lei”, acrescentou Tarso Genro.
Ele disse também que não houve politização do caso. “Não houve nenhum ato político do governo federal, e muito menos da Polícia Federal, porque a Polícia Federal é que tratou diretamente do caso, sem qual quer interferência política nossa”. Ele já havia explicado à comissão que “eles efetivamente estavam [no Brasil] por prazo determinado e, como desapareceram da delegação, houve um desvirtuamento desse visto, e eles foram dados como desaparecidos. E isso está previsto dentro da lei”, afirmou o ministro, ao participar de audiência pública, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, para explicar a atuação do governo brasileiro no caso.
O ministro lembrou que chegou a receber uma ligação do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que perguntou como estava o assunto. “Respondi que [os atletas] estavam tendo toda a assistência legal”.
Os pugilistas deixaram a delegação de Cuba na Vila Pan-Americana no dia 22 de julho, dizendo que iam comprar equipamentos eletrônicos, na companhia de dois supostos empresários alemães, que teriam prometido aos atletas contrato para se apresentar na Alemanha. Como eles não se apresentaram mais, a delegação cubana fez um registro policial do desaparecimento de ambos.
No último dia 2, a Polícia Militar do Rio encontrou os dois pugilistas em Araruama, na Região dos Lagos.
O processo rápido de extradição dos atletas gerou polêmica entre entidades que cuidam de refugiados políticos e no Congresso Nacional, onde a oposição acusou o governo de colaborar com o governo do presidente Fidel Castro. O partido Democratas divulgou uma nota oficial afirmando que o governo agiu de forma “ilegal” e “ditatória” no caso. Em resposta, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que os atletas foram ouvidos e foram eles que manifestaram a vontade de voltar ao seu país de origem.
Motivado em saber o que realmente aconteceu, o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, que atua no Ministério Público Federal em Niterói (RJ), esteve com os boxeadores no hotel onde eles ficaram hospedados, sob guarda da PF, antes de embarcarem de volta a seu país. Figueiredo Costa deu uma entrevista à Agência Brasil e levantou dúvidas sobre a transparência do processo de extradição dos cubanos, mas afirma repetidamente, que os pugilistas recusaram qualquer oferta de asilo ou refúgio político no Brasil feitos pessoalmente por ele.