Um dos homens mais animados com o fim da aposentadoria de Michael Schumacher é Ross Brawn. Presente em todos os sete títulos mundiais do piloto na Fórmula 1, o britânico descarta o peso da idade e confia no “raro talento” do pupilo, que durante os três anos afastado das pistas recarregou as baterias para voltar ainda mais forte.
Em ano sabático o próprio Brawn tem muita experiência. Após trabalhar de 1991 a 2006 em Benetton e Ferrari, ele resolveu parar por uma temporada antes de fechar com a Honda. Em Brackley, batizando a equipe com seu sobrenome, ganhou mais um campeonato e garante que o período no qual ficou sem trabalho só o ajudou.
“Michael foi refrescado pela parada, e eu também tenho minha própria experiência de ano sabático. Sei que isso o faz relembrar as coisas boas, aquilo que se perdeu”, ponderou Brawn.
Desse modo, o inglês vê o alemão “muito longe” dos 41 anos da carteira de identidade. “O que normalmente acontece é perder a habilidade física para competir, mas vimos que ele está parecendo incrivelmente em forma. Então isso não é um problema, e talento não desaparece”, concluiu. Na próxima temporada, Schumacher virará o piloto mais velho a competir na Fórmula 1 desde Nigel Mansell em 1994.