O suspeito de ajudar o jovem que matou a adolescente Raphaella Noviski, de 16 anos, no interior de uma escola em Alexânia, foi solto nessa quarta-feira (6). O Tribunal de Justiça de Goiás informou que acatou o pedido da defesa, que apresentou novas provas contestando a versão de que o comerciante Davi José de Souza, de 49 anos, tenha dado fuga ao autor confesso, Misael pereira Olair, de 19 anos.
O juiz responsável pela decisão, Lopes dos Santos Bordini, informou que as provas entregues pela defesa do suspeito apontam que ele conduziu o veículo na mesma direção que carros da Polícia Militar, o que, segundo ele, demonstra que Davi não dava fuga ao jovem.
“Se fosse a intenção do requerente empreender fuga, teria retornado […], ou ainda adentrado na Rua 15 de Novembro, mas no sentido contrário aos dos Policiais Militares, vale dizer, das quatro alternativas disponíveis, escolheu exatamente aquela que o colocou frente a frente com as forças de segurança, a demonstrar, em cognição sumária, que não visava a empreender fuga”, diz o juiz na decisão.
Relembre o caso
A adolescente de 16 anos foi assassinada em 6 de novembro de 2017 na Escola Estadual 13 de Maio em Alexânia (GO), na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, a quase 90km de Brasília. O suspeito pulou o muro da instituição, carregou a arma duas vezes e deu pelo menos onze tiros contra a vítima. A Polícia Civil trabalha com hipótese de crime passional e o suspeito diz não se arrepender.
Rafaella Noviske morreu no local. O suspeito é Misael Pereira Olair um jovem de 19, ex-aluno da escola. Detido pela Polícia Militar e levado à delegacia de Polícia Civil do município, ele teria invadido o colégio com um revólver calibre 32 e procurado a vítima pelas salas de aula. Ao encontrá-la, disparou cerca de onze tiros, todos em direção ao rosto da menina.
Segundo a investigadora Rafaela Wiezel, Misael disse, em entrevista prévia, que é conhecido “de longa data” da vítima e que sentia ódio. “Ele informou que adquiriu o revólver especificamente para matá-la e estava esperando justamente a aquisição para cometer o crime. Ele diz que não se arrepende., informou ao Jornal de Brasília.
Os dois teriam estudado juntos no ano passado, quando, interessado em namorar a menina, Misael teria tentado presenteá-la, mas não conseguiu. “Por isso trabalho com a linha de investigação de crime passional”, explicou a delegada. Ele entrou com o revólver completamente municiado, descarregou com tiros contra a vítima e recarregou a arma.