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Brasil

Suposto serial killer é condenado a 20 anos de prisão por homicídio

Arquivo Geral

16/02/2016 10h50

O suposto serial killer de Goiânia, Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 27 anos, foi condenado a 20 anos de prisão pela morte da adolescente Ana Karla Lemes da Silva, de 15 anos. O julgamento aconteceu na manhã desta terça (16), por volta das 8h50. O réu é suspeito de ser o responsável pela morte de outras 35 pessoas, sendo a maioria mulher. 

Leia mais: Preso suspeito de assassinatos em série em Goiânia

Tiago Henrique está preso desde outubro de 2014. Na semana passada, ele escreveu uma carta, enviada ao juiz Jesseir Coelho, solicitando que fosse repassada aos jurados. Na carta, o vigilante fala de “traumas” e pede “perdão por tudo”.

O julgamento começou às 8h50 e lotou o auditório reservado para a sessão do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. Familiares da adolescente se mobilizaram para acompanhar a sessão, assim como dezenas de estudantes de direito atraídos pela repercussão e pela complexidade do caso.

Em julgamento, o promotor falou sobre o resultado da avaliação médica que apontou o réu como um psicopata, mas responsável pelos seus atos. “Ele é plenamente responsável, tem o perfeito domínio das suas vontades. Matou porque queria matar”, afirmou Cyro Terra.

Em contrapartida, o advogado de defesa, Wanderson Santos de Oliveira reconheceu que as provas são claras quanto a autoria da morte de Ana Karla, mas alega que Tiago Henrique é um psicopata e não pode responder pelos atos. “Ele entende que está errado, mas não se autodetermina, o controle dele não se sobrepõe”, disse Wanderson Santos que afirma que a estratégia agora é tentar reduzir a pena.

A sentença foi pronunciada nesta tarde, por volta de 12h20, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara condenou Tiago Henrique por homicídio. Após o pronunciamento, o promotor Cyro Terra destacou que o Ministério Público de Goiás vai entrar com um recurso para aumentar a pena.

Relembre o caso

A garota, que não conhecia o réu, como a maioria de suas vítimas, foi baleada no peito no início da noite de 15 de dezembro de 2013, quando caminhava sozinha por uma rua do Jardim Planalto. O júri está sendo presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. Ele determinou que o vigilante fosse a julgamento popular em maio do ano passado, acatando a denúncia do Ministério Público de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que impediu a defesa da vítima.

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