O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura (“Bida”), acusado de articular a morte da freira americana Dorothy Stang, terá que ficar na prisão até novo julgamento, como decidiu hoje o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a “Agência Brasil”, o STJ revogou o habeas corpus que beneficiava Bida, condenado a 30 anos de prisão por ordenar a morte da missionária e ativista americana, em 2005.
Bida foi condenado inicialmente a 30 anos de prisão, mas em um segundo julgamento – direito dos condenados a penas superiores a 20 anos – acabou absolvido.
No entanto, no final de 2009, um recurso do Ministério Público anulou a absolvição e a Justiça ordenou novamente a prisão dele. Os advogados de defesa conseguiram o habeas corpus para que Bida respondesse ao processo em liberdade condicional.
Dorothy, então com 73 anos, foi assassinada a tiros em 12 de fevereiro de 2005 em Anapu, no Pará.
Em dezembro passado, o assassino confesso, Rayfran das Neves Sales, aceitou a punição e desistiu de recorrer da pena de 27 anos de prisão imposta em 2005.
A missionária trabalhou mais de 20 anos apoiando os movimentos dos camponeses sem-terra na Amazônia.