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Brasil

SP diz que água do Rio Tietê deve ter melhora em 2029

A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou há dois anos um investimento de R$ 5,6 bilhões em obras de recuperação e saneamento do rio

Redação Jornal de Brasília

21/02/2025 21h42

São Paulo, 21 – O governo do Estado de São projeta “melhoria maior em relação à qualidade” da água do Rio Tietê para 2029. É o que afirmou ao Estadão a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende. Conforme a secretária, 2029 é o ano em que foi colocada a meta de universalização do saneamento básico pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

“A gente espera até 2029 ter um rio mais límpido, uma cor melhor, um odor muito melhor. O Tietê e o Pinheiros são rios urbanos, então você não vai conseguir beber a água. Mas a gente quer estimular cada vez mais que as pessoas sintam orgulho e valorizem o rio”, disse a secretária.

A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou há dois anos um investimento de R$ 5,6 bilhões em obras de recuperação e saneamento do rio até o fim do mandato, em 2026

Uma das frentes do projeto, o desassoreamento – retirada de sedimentos do fundo dos rios, que diminuem sua profundidade e aumentam o risco de transbordo – teve meta descumprida em 2024: ficou 13% abaixo dos 1.670.000 m³ previstos, segundo dados do programa IntegraTietê divulgados pela secretaria. A gestão argumenta, porém, ter removido um volume sem precedentes do Tietê e doPinheiros nos últimos dois anos.

“Tivemos recorde de retirada de sedimentos, foi a maior retirada desde 2016, retirou mais de 2,6 milhões de m³ do Tietê e Pinheiros, principalmente ali no Alto Tietê”, diz. “Vai ser importante também ampliar a estrutura, a capacidade das estações de tratamento de esgoto. Hoje a gente tem 24 m³ por segundo e passará para 40.”

Ela lembra que o governo está “acabando de modelar” uma parceria público-privada, com 100% de aporte do governo para o desassoreamento, “que dará estabilidade e previsibilidade ao longo de vários anos “. “Porque um problema que a gente viu olhando o histórico é a descontinuidade de contratos, que leva à diminuição dos números de (retirada de) sedimento.”

JD. PANTANAL

Natália enfatiza não ser possível resolver “do dia para a noite” questões como a despoluição e a intervenção contra enchentes no Jardim Pantanal, bairro da capital que passou uma semana debaixo d’água no início do mês. “A Prefeitura está se aprofundando (sobre a questão do Jardim Pantanal)”, diz Natália, citando que o Município apresentou três projetos. “Tem que ver uma solução que resolva, que tenha o cuidado com as pessoas, que olhe ambientalmente o que é melhor, pode envolver soluções habitacionais, sim, e tem questões de infraestrutura.”

Estadão Conteúdo

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