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Brasil

SIP pede a Lula que assassinato de jornalista em 1998 não fique impune

Arquivo Geral

26/10/2009 0h00

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) pediu hoje ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que intervenha no esclarecimento da morte do jornalista Manoel Leal de Oliveira, assassinado em 1998.

Após uma investigação da SIP, e a pedido da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pela primeira vez o Governo de um estado brasileiro admitiu sua responsabilidade no assassinato de Leal de Oliveira, ocorrido em Itabuna (BA).

Resta agora à legislatura do estado da Bahia aprovar a concessão de uma indenização aos parentes do jornalista (prevista para as próximas semanas) e que a Justiça reabra o caso, para que os culpados pelo assassinato sejam punidos, segundo a SIP.

A SIP, com sede em Miami, desenvolve a campanha continental “Acabemos com a Impunidade”, com o objetivo de que não fiquem sem punição os mais de 350 crimes contra jornalistas cometidos nos últimos 22 anos, além de uma dezena de desaparecimentos.

Para isso, em várias oportunidades a instituição se apresentou diante da CIDH e denunciou casos de impunidade.

Diversos anúncios publicitários estão sendo divulgados em cerca de 400 meios de comunicação impressos e eletrônicos do continente, que convidam a comunidade a aderirem à causa através do site www.impunidad.com. Na página, os internautas podem assinar a carta dirigida ao presidente Lula.

A iniciativa conta com o apoio financeiro da Fundação John S. e James L. Knight.

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