O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, louvou ao governador da Bahia, Jaques Wagner, por aprovar a Lei 11.637 em 13 de janeiro que prevê uma indenização aos filhos e à viúva de Manoel Leal de Oliveira, diretor e fundador do jornal “A Região”.
“Esse é mais um passo para garantir que os crimes contra Oliveira e os outros nove jornalistas assassinados na Bahia nos anos 90 não fiquem impunes; e com a esperança que os assassinatos sejam um episódio que fique no passado”, disse Aguirre.
Em 14 de janeiro de 1998, Oliveira foi assassinado em frente a sua casa. Mais de uma década depois, os autores intelectuais do crime seguem impunes, conforme a SIP.
“Mas, pela primeira vez na história do Brasil, um Governo estadual assumiu publicamente sua responsabilidade por não ter garantido a liberdade de imprensa e está cumprindo as recomendações da CIDH para assegurar que o fato não se repita”, ressaltou a SIP em comunicado.
De acordo com as determinações da CIDH assinadas em um acordo com o Governo do Brasil no qual a SIP atuou como entidade peticionária, agora o Governo brasileiro deve retomar as investigações para que os autores intelectuais do crime sejam identificados e condenados.
Como parte do acordo, foi realizada em 21 de setembro em Salvador, uma cerimônia oficial na qual o Governo reconheceu diante da família de Oliveira sua “responsabilidade pela falta de justiça no caso, assim como no de outros nove assassinatos cometidos nessa região”.
O caso foi apresentado pela SIP diante da CIDH em 19 de maio de 2000, solicitando sua intervenção diante do atraso na administração de justiça.
Desde 1997, e como parte do Projeto Contra a Impunidade, que conta com o apoio da Fundação Johns S. e James L. Knight, a SIP enviou à CIDH investigações sobre 24 crimes sem castigo contra jornalistas na Bolívia, Brasil, Colômbia, Guatemala, México e Paraguai.
Com a mediação da CIDH avanços foram alcançados com os Governos do Brasil, Colômbia, Guatemala e México, de acordo com a SIP.