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Senado flexibiliza acesso em meio à onda de casos da Ômicron no País

Para casos suspeitos e para quem estiver com sintomas da doença, o afastamento não será automático e só poderá ser dado com atestado médico.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Apesar do avanço da variante Ômicron e do recorde de casos de covid-19 no Brasil, o Senado decidiu flexibilizar o acesso de visitantes e diminuir o tempo de quarentena para parlamentares e senadores infectados com o novo coronavírus e casos suspeitos da doença. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), restringiu o afastamento dos trabalhos para senadores e servidores que testaram positivo para a covid-19 e ainda reduziu o período de 14 para sete dias. Para casos suspeitos e para quem estiver com sintomas da doença, o afastamento não será automático e só poderá ser dado com atestado médico.

O ato revogou dispositivos de uma norma assinada em 2020 que determinava afastamento administrativo para senadores e servidores que tenham mantido contrato próximo com casos suspeitos ou confirmados de covid-19, além de anular outro dispositivo que determinava tratamento conforme critério médico para quem apresentou sintomas respiratórios ou febre.

Visitantes poderão acessar o Senado, sem limitação de número de pessoas, para audiências com senadores e participação em audiências públicas. Pacheco também derrubou a necessidade de visitantes preencherem um formulário para declarar que não sentiram sintomas nas últimas 24 horas nem tiveram contatos com pessoas infectadas nos últimos sete dias. A medição de temperatura corporal na entrada foi mantida.

Na quarta-feira, 26, o Brasil registrou 606 novas mortes pela covid-19, o maior número de óbitos na média móvel desde 20 de outubro, e 219.878 novos casos – com média móvel de 161.870 – novo recorde de infecções pelo nono dia seguido. A redução do período de quarentena para infectados pelo novo coronavírus divide cientistas, mas foi adotada recentemente pelo Ministério da Saúde.

Estadão Conteúdo

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