Depois de ficar 11 meses parada por causa de um processo envolvendo dúvidas sobre seu sexo, a corredora sul-africana Caster Semenya voltará a disputar a Liga de Diamante nesta sexta, em Bruxelas, na etapa da Bélgica.
No último final de semana, Semenya participou do Meeting de Berlim e conquistou o ouro nos 800 m, com 1min59s90. O objetivo da corredora em Bruxelas é melhorar seu tempo na prova, correndo abaixo dos dois minutos, como fez no ano passado, no Mundial de Atletismo, ao vencer a prova em 1min55s45.
A atleta de 19 anos está satisfeita com o resultado em Berlim, primeiro grande teste desde o seu retorno. “Estou muito feliz com a minha atuação. Voltar nunca é fácil”, disse Semenya.
Neste ano, a sul-africana participa ainda dos Meetings de Rovereto e Milão, e disse que um de seus objetivos para o futuro é quebrar o recorde da tcheca Jarmila Kratochvílová, nos 800 m, intacto desde 1983.
Acerca das críticas de outras atletas a seu retorno, depois da polêmica sobre seu sexo, Semenya não parece dar tanta importância ao que dizem as adversárias e disse ainda que não há atletas “com vantagens ou desvantagens”.
“Tudo depende do treinamento. Se é trabalhador, correrá mais rápido. Mas se simplesmente quer correr mais rápido sem sessões duras de treino, nunca ganhará uma medalha”, declarou. E procurou encerrar a questão. “Qualquer uma pode reclamar, falar de vantagens ou do que seja, mas não importa. No final, todas vamos correr e haverá uma ganhadora”, concluiu.
Outro destaque da etapa de Bruxelas será o norte-americano Tyson Gay, que pretende bater o seu melhor tempo nos 100m (9s69) na capital belga. “A pista do estádio Rey Balduino é muito rápida”, disse o corredor.
Com a melhor marca do ano nos 100 m, com 9s78, Gay ainda não enfrentará seus principais adversários, Usain Bolt e Asafa Powell, ambos lesionados.