Os manifestantes do grupo cortaram os cabos de fibra óptica, levantaram os carris com uma alavanca e queimaram vários pneus nas ferrovias que levam à jazida de Carajás, no Pará (norte), o que impediu o tráfego dos trens da empresa.
Várias centenas de membros do MST tinham ocupado as vias na tarde de terça-feira e seqüestraram dois funcionários da companhia que hoje foram libertados, afirmaram à Agência Efe porta-vozes da Vale.
Segundo a empresa, com esta paralisação também deixaram de ser transportadas 1.300 pessoas por dia entre 23 municípios do Maranhão e do Pará.
A Vale calcula que serão necessárias 100 horas de trabalho para reparar os danos causados pela ocupação camponesa.
O MST afirmou em nota que a invasão foi pacífica, que não houve destruição e que com esta ação tentam pedir a retirada da empresa de Serra Pelada, área de proteção ambiental, onde a Vale “não respeita os direitos sociais e ambientais das comunidades”.