Após duas vitórias no último final de semana, a seleção brasileira masculina de vôlei faz a sua estréia em casa na Liga Mundial, torneio no qual a equipe tenta o hexacampeonato. O rival continua sendo a Argentina e as equipes se enfrentam no sábado e no domingo, sempre às 10 horas, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte. As partidas terão transmissão ao vivo da TV Globo.
Tudo está a favor do time brasileiro: além do duplo 3 a 0 na casa do adversário, o Brasil jamais foi derrotado pelos rivais na história da Liga Mundial: foram 15 vitórias em 15 partidas. Por isso, o time argentino quase não nutre esperanças de vencer na capital de Minas Gerais.
O técnico Bernardinho, no entanto, exige seriedade dos jogadores brasileiros. “Não me prendo muito a estes números. Para perder basta entrar em quadra. Os argentinos já nos enfrentaram no último fim de semana, conheceram melhor nossa equipe. Pretendo manter a base e talvez fazer alguma alteração durante a partida. Precisamos de ritmo de jogo”, comentou o técnico, que só define na noite desta sexta os 12 jogadores relacionados para o duelo.
Bernardinho ainda se revelou insatisfeito com os treinos que a equipe realizou em Belo Horizonte. “Gostei dos treinos que fizemos no Rio durante a semana, mas os de quinta e sexta em Belo Horizonte não foram tão bons. Vamos tentar recarregar as energias até a hora da partida e fazer o nosso melhor”, previu.
O ponteiro Giba também mostra uma postura humilde. “Vai ser mais fácil para a Argentina nos marcar, já que nos conhece melhor depois dos últimos jogos. Mas estou confiante. Estamos com a cabeça boa e sabemos que estas partidas serão boas para pegarmos ritmo”, afirmou.
O capitão Ricardinho, por sua vez, acredita que a rivalidade entre os dois países pode motivar os adversários. “Aposto que ninguém pensa nesse retrospecto. Sabemos o que é um jogo entre estas duas equipes. Eles vão vir com o jogo mais marcado. Não podemos relaxar”, opina.
Na história do vôlei, os dois países já se enfrentaram 87 vezes, com 72 vitórias para o Brasil. Em sets, a vantagem é de 228 etapas a favor dos brasileiros contra 88 vencidas pelos argentinos.