A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul recomendou hoje que os habitantes do estado a tomar novamente a vacina para prevenir o sarampo depois do registro de dois casos da doença, os primeiros no Brasil desde 2001.
“A vacina é a única forma de prevenção”, diz um comunicado divulgado pela secretaria, no qual são confirmados dois casos tidos como “importados” de crianças que viajaram para Buenos Aires e voltaram infectadas para Porto Alegre.
Segundo a nota, quem está com a vacinação ao dia não precisa se vacinar e quem apresentar sinais e sintomas compatíveis com o sarampo tem que procurar atendimento médico.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda transmitida de uma pessoa a outra por um vírus presente em secreções expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, conversar e até respirar.
Seus sintomas são febre, tosse, conjuntivite, intolerância à luz, cansaço e falta de apetite.
Os dois casos de sarampo foram diagnosticados por um laboratório da secretaria gaúcha, mas o Ministério da Saúde decidiu enviar amostras de sangue dos doentes para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para confirmá-los.
As duas crianças doentes estiveram em Buenos Aires entre os dias 22 e o 28 de julho, período no qual, segundo as autoridades brasileiras, foram confirmados casos de sarampo na Argentina.
Os casos foram notificados em 17 de agosto. Desde então, as autoridades investigam outros possíveis contágios entre pessoas que tiveram contato com os menores.
O sarampo é prevenido por meio da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), oferecida gratuitamente em postos de saúde.
A circulação do vírus que transmite o sarampo não era registrada no Brasil desde 2001. Nos últimos nove anos, foram registrados apenas casos “importados”, o último deles em 2006. No Rio Grande do Sul, o último caso confirmado data de 1999.