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Brasil

Salgueiro faz desfile empolgante em homenagem a Xangô

Arquivo Geral

04/03/2019 2h41

Andreia Salles, Jorge Eduardo Antunes, Paulo Gusmão e Soraya Kabarite
Especial para o Jornal de Brasília

A escolha de orixás costuma dar bons sambas, enredos criativos e desfiles empolgantes. Foi o caso da passagem da Acadêmicos do Salgueiro nesta madrugada de segunda-feira (4) pela Marquês de Sapucaí. Tendo Xangô como enredo, a escola da Tijuca passou firme e luxuosa e se credenciou a rivalizar com a Unidos do Viradouro como o melhor da noite até agora.

Méritos do carnavalesco Alex de Souza, que usou e abusou do luxo para contar a história do homem que virou orixá e capitaneia a justiça em um país injusto. Carros alegóricos gigantescos e bem acabados, fantasias usando o que há de melhor e a bateria do Salgueiro, a Furiosa, deram um tom empolgante à passagem da quarta escola da noite.

No generoso desfile do Salgueiro sobrou espaço até para homenagear o histórico professor Júlio Mesquita, que encarnou Xangô, padroeiro da escola, por quase quatro décadas. E até o sincretismo religioso que uniu os santos católicos Antônio, Jerônimo, João Batista e Santa Bárbara, com uma homenagem à negritude, colocando o ator Ailton Graça, padre na novela “O sétimo guardião”, da Rede Globo, no papel de um papa negro.

Usando e abusando de vermelho, preto, dourado, prata e branco, as fantasias harmonizaram com o desfile e ajudaram a contar essa saga – além do samba de refrão fácil e que foi cantado pelas arquibancadas. Um belo desfile, que merece voltar no sábado das campeãs.

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