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Ross Brawn: "Meu trabalho agora é derrotar a Ferrari"

Arquivo Geral

12/11/2007 0h00

Depois de passar um ano sabático em 2007 e anunciar seu retorno à Fórmula 1 na manhã desta segunda-feira para ser diretor-técnico da Honda, o inglês Ross Brawn afirmou que foi para a equipe japonesa porque queria um desafio maior para sua carreira do que novamente estar na Ferrari, seu ex-time. Porém, nem mesmo estando longe dos carros vermelhos Brawn os esquece: a partir de agora, sua obsessão será bater a escuderia de Maranello.

“Eles (Ferrari) foram muito bem neste ano e irão muito bem de novo no ano que vem porque têm uma grande estrutura para melhorar ainda mais. Meu trabalho agora será vencê-los”, afirmou o ex-diretor-técnico da Ferrari, que justificou sua escolha de ir para a Honda. “O fato de a Ferrari não estar em crise fez a oferta me parecer menos atrativa”.

Brawn foi um dos grandes responsáveis pela recuperação da Ferrari no meio dos anos 90, quando Michael Schumacher era o piloto. O inglês foi estrategista-chefe e diretor-técnico e foi hexacampeão com a equipe, de 1999 a 2004. Porém, com 52 anos, decidiu tirar um ano de férias após a aposentadoria de Michael Schumacher.

Segundo o inglês, foi difícil ficar um ano fora do ambiente da Fórmula 1. “Eu senti muita falta das corridas. Senti falta do esporte, do trabalho de equipe, de sentir falta de um grupo que trabalha muito para conseguir algo, mas que, quando consegue, é muito recompensador”, declarou Brawn, que não se arrepende de ter se retirado em 2007. “Os 12 meses longe me ajudaram a focar no que eu gostava nas corridas, quais aspectos eu aproveitava”.

Durante este ano fora das pistas, Nick Fry, chefe de equipe da Honda, tentou de todas as formas trazer Ross Brawn para seu time durante sete meses. Além disso, Fry afirmou que Jenson Button gostou muito da contratação, dizendo que foi a melhor coisa que aconteceu durante os últimos tempos.

Sobre os pilotos, Brawn afirma confiar em ambos, lembrando que já trabalhou com Rubens Barrichello na Ferrari. Segundo o inglês, com a reestruturação na Honda, será possível obter resultados melhores ao longo do próximo ano. “Pode ser que tenhamos sorte e as situação virará muito rapidamente, mas também pode demorar um pouco mais. Mas creio que os recursos daqui casarão bem com o que eu utilizei no passado”, finalizou o novo diretor-técnico da equipe anglo-japonesa.

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