Mesmo fora das pistas nesta temporada de 2007, Ross Brawn, ex-diretor técnico da Ferrari, continua sendo notícia. Após a acusação de Nigel Stepney, engenheiro acusado pela equipe vermelha de sabotagem e espionagem, de que o espião ainda estaria dentro da escuderia, Brawn desmentiu rumores de que poderia ir para outro time da Fórmula 1 em 2008.
Segundo Stepney, o ex-diretor faria parte de um grupo de pessoas que estaria insatisfeita com a Ferrari e se mudaria para outra equipe. No entanto, Ross Brawn fez questão de negar que iria para outro time que não fosse a escuderia italiana.
“Em face do que saiu recentemente na mídia e o contexto do meu ano de retirada das pistas, pensei que seria prudente reconfirmar a minha posição”, disse Brawn, em entrevista ao site da revista Autosport. “As razões que me fizeram tirar um ano de folga da Ferrari foram puramente pessoais. Após 30 anos nas pistas, quis me dedicar à minha família e realizar algumas ambições que não tinha tempo de fazer”.
Ross Brawn afirmou que a Ferrari se sentiu desapontada pelo pedido de retirada dele, que ficou por dez anos à frente das decisões técnicas da equipe. “Eles entenderam minha razão e me pediram para discutir as opções futuras quando eu estivesse pronto para voltar”, declarou o ex-diretor.
Sentindo ser este o momento, Brawn deu mais embasamento ainda à negação de boatos de supostas conversas com outras equipes. “Começamos agora estas discussões (de planos de retorno para a Ferrari) para ver se as ambições da equipe e as minhas se enquadram. Após dez fantásticos anos, a cultura italiana e da Ferrari estão em meu sangue. Qualquer reportagem sobre conversas com outros times será mera especulação”, finalizou.