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Brasil

RN cria comitê após alta de 60% nos casos de intoxicação por ciguatera

Aumento das notificações de ciguatera em 2026 é considerado alarmante. Até 11 de junho, o estado havia registrado 141 ocorrências, contra 88 em todo o ano de 2025, um aumento de 60,2%

Redação Jornal de Brasília

20/07/2026 16h06

peixes

Foto: Reprodução/ EBC

UOL/FOLHAPRESS

O governo do Rio Grande do Norte criou um comitê para monitorar os casos de intoxicação por ciguatera no estado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), as notificações da doença cresceram mais de 60% neste ano.

A criação do grupo foi confirmada em reunião com representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do setor pesqueiro. A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados pela ciguatoxina. A substância, produzida por microalgas marinhas presentes em recifes de corais e outros ambientes marinhos, afeta o funcionamento do sistema nervoso.

A toxina não é eliminada por cozimento, congelamento ou salga. Ela também não altera o cheiro, o sabor ou a aparência do peixe, o que dificulta a identificação da contaminação antes do consumo.

Segundo a Sesap, o aumento das notificações de ciguatera em 2026 é considerado alarmante. Até 11 de junho, o estado havia registrado 141 ocorrências, contra 88 em todo o ano de 2025, um aumento de 60,2%. Desde 2022, foram contabilizadas 259 notificações, 113 casos confirmados e duas mortes.

Neste mês, uma mulher de 72 anos foi internada e intubada após sofrer intoxicação por peixe em Natal. Ela passou mal cerca de 40 minutos depois de comer uma moqueca.

Embora apresente baixa letalidade, inferior a 1%, a doença está associada a elevada morbidade, segundo a Sesap. Os sintomas podem persistir por semanas, meses ou, em alguns casos, por anos.

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