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Brasil

Rio comemora com missas e encenação teatral o dia de seu padroeiro

Arquivo Geral

20/01/2009 0h00

Centenas de fiéis lotam desde o início da manhã a Igreja de São Sebastião, abortion mais conhecida como Igreja dos Capuchinhos, remedy no bairro da Tijuca, illness zona norte do Rio, para assistir às missas em louvor ao santo padroeiro da cidade. A igreja abriga a imagem de São Sebastião trazida em 1565 pelo fundador da cidade, Estácio de Sá. O dia dedicado ao santo, 20 de janeiro, é feriado municipal na capital fluminense.


A primeira missa foi celebrada às 5 horas da manhã e até o fim do dia, serão realizadas outras sete na igreja da Tijuca e mais duas na Catedral Metropolitana, no centro, também dedicada a São Sebastião. O cardeal Dom Eusébio Scheid presidiu às 10h a principal missa na Igreja dos Capucinhos, de onde sairá às 15h a procissão em direção à catedral. No trajeto, haverá uma parada em frente ao hospital do Instituto Nacional do Câncer (Inca), onde o cardeal dará uma benção aos doentes e o prefeito Eduardo Paes se juntará ao cortejo.


Às 17h, após a chegada da procissão, será encenado nas escadarias da catedral o Auto de São Sebastião, espetáculo promovido pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio, com  texto do escritor e novelista Walcyr Carrasco.


Ao contrário de outras capitais brasileiras, o Rio de Janeiro tem seu feriado no dia do padroeiro e não na data de fundação da cidade (1º de março). Para o historiador Milton Teixeira, isso se deve à tradição do feriado de São Sebastião, celebrado desde 1568. “Na época, esse também era o dia em que tomavam posse os vereadores da cidade, vestidos com uma roupa toda trabalhada, cheia de penachos”. Segundo o historiador, mesmo a República manteve o feriado de 20 de janeiro pela sua tradição. “A única vez em que tentaram tirá-lo, em 1966, houve uma chuva tamanha na cidade que nenhum administrador pensou mais nesse assunto”, afirmou Teixeira.


Com relação ao nome da cidade, o historiador não concorda com a tese de que os navegadores portugueses, ao entrarem pela primeira vez na Baía de Guanabara, em 1º de janeiro de 1502, a confundiram com a foz de um rio e,por isso, deram ao local o nome de Rio de Janeiro. Para ele, a expedição, que tinha como cartógrafo um navegador experiente, o florentino Américo Vespúcio, teria batizado o lugar como Ría de Janeiro. “Ría era o nome que os portugueses davam às entradas de baía e, com o passar dos anos, esse nome passou a ser rio”, explicou.


 

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