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Brasil

Reprodução assistida aumenta riscos de complicações em gravidez

Arquivo Geral

27/07/2007 0h00

Os riscos de sofrer complicações durante a gravidez aumentam para as mulheres que utilizaram alguma técnica de reprodução assistida, page revela um estudo de cientistas do Reino Unido e da Alemanha, publicado no último número da revista médica britânica “The Lancet”.

Os especialistas também recomendam que as crianças concebidas com ajuda destes métodos sejam submetidas ao acompanhamento exaustivo dos médicos, para conhecer as conseqüências das técnicas de reprodução assistida.

As advertências são resultado da análise de 3.980 artigos médicos publicados entre 1980 e 2005, que tratavam das conseqüências negativas da reprodução assistida.

Neste sentido, destacam que o número de abortos espontâneos nas mulheres que utilizam o método é de 20% a 34% maior do que nas gestantes que engravidaram naturalmente. Mas o aborto também pode estar relacionado com a idade dos pais ou com distúrbios alimentares, entre outros fatores.

O risco de ocorrência de outros problemas também é maior quando a técnica é utilizada, e chega a 55% no caso da pré-eclampsia (aumento de tensão durante a gravidez).

A possibilidade de conceber uma criança com pouco peso é de 70% a 77% maior; a de ter um bebê com muito pouco peso, entre 170% e 200% superior, e a de que o tamanho do bebê seja menor que o normal para sua idade de gestação é de 40% a 60% maior.

Os pesquisadores garantem que os filhos de casais que utilizaram técnicas de reprodução assistida têm 30% mais possibilidades de apresentar má formação, e um “risco maior” – que não foi determinado – de sofrer uma paralisia cerebral.

No entanto, “alguns dos riscos para os bebês nascidos de métodos de reprodução assistida não aumentam em função destas técnicas, mas por causa da natureza biológica do casal pouco fértil”, especificam os cientistas.

“A fertilização in vitro tem sido realizada durante os últimos 30 anos. Nos países desenvolvidos pelo menos 1% dos fetos tem origem nas técnicas de reprodução assistida”, afirmam os pesquisadores no artigo.

“Estas crianças agora representam uma parte substancial da população, mas pouco se sabe sobre sua saúde”, acrescentam os cientistas, que realizaram a análise sem considerar a gravidez múltipla, já que este tipo de gestação é previamente considerada complicada.

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