Menu
Brasil

Relator da ONU condena realização de assassinatos extrajudiciais no Brasil

Arquivo Geral

02/06/2008 0h00

O relator da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, visit this site Philip Alston, viagra 60mg condenou hoje a estratégia de segurança com a qual o Governo do Brasil tenta controlar a violência urbana ao ressaltar que se baseia “em assassinatos extrajudiciais permitidos pelo Estado”.


Na apresentação de seu relatório anual diante do Conselho de Direitos Humanos (CDH) das Nações Unidas, Alston afirmou que tal estratégia “fracassou categoricamente sob qualquer critério”, pois, enquanto os assassinatos realizados por policiais aumentaram, o controle do crime piorou.


O relator realizou uma visita ao Brasil em novembro passado e entregou às autoridades brasileiras um relatório completo de sua investigação, que será divulgado no próximo mês.


A pesquisa se concentrou no que acontece no Rio de Janeiro, onde a Polícia cometeu 18% dos assassinatos registrados em 2007, com uma média de três vítimas por dia, 25% a mais que em relação ao ano anterior.


Alston se perguntou se estes assassinatos conseguiram o objetivo de melhorar a segurança e concluiu que foi tudo o contrário, pois as apreensões de droga diminuíram 5,7%, o confisco de armas 16,9%, e as detenções 13,2%.


Além disso, declarou que em quase todos os casos estes assassinatos foram qualificados como “atos de resistência”, o que “dá à Polícia carta branca para matar e se beneficiar do que na prática é impunidade”.


Além disso, afirmou que esta situação na realidade faz com que o Rio de Janeiro seja mais inseguro e que transeuntes inocentes sejam feridos ou assassinados, ao que se junta o fato de as de as forças de seguranças não terem sido capazes de recuperar o controle das favelas.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado