A rede de prostituição desarticulada na semana passada na cidade espanhola Girona atraía suas vítimas por e-mail e pelas redes sociais na internet, chegando a levar à Espanha uma centena de homens e mulheres procedentes do Brasil para serem explorados sexualmente.
Tal como informou hoje a Polícia espanhola, a operação terminou finalmente com 22 pessoas detidas por favorecer a imigração ilegal e cometer crimes de prostituição, formação de quadrilha e contra os direitos dos trabalhadores.
Também foram detidas 18 prostitutas que não tinham permissão para morar e trabalhar na Espanha, motivo pelo qual foi aberto um processo administrativo para a deportação delas.
Os depoimentos de seis pessoas que tinham sido vítimas da organização deram início às investigações em abril de 2009.
Após um ano e meio de investigações em colaboração com as autoridades brasileiras, a Polícia espanhola conseguiu desarticular a rede, que explorava sexualmente tanto mulheres como homens e transexuais.
As vítimas contraíam dívida com os membros da organização que oscilava entre 2,5 mil e 9 mil euros, que tinham de pagar com a venda do próprio corpo.
Essa dívida ia aumentado de forma arbitrária com conceitos como o pagamento de multas por infringir normas de comportamento ou pagamento pelo uso da eletricidade, telefone ou televisão.
A quantia recebida pelo primeiro serviço era sempre para o prostíbulo, a segunda para pagar parte da dívida contraída com a rede e a partir do terceiro serviço o clube ficava com um terço do dinheiro e o resto era para a vítima, que o usava para saldar o resto da dívida com os exploradores.
Durante a operação, a Polícia investigou sete domicílios, nos quais foram encontrados 74.203 euros em dinheiro, 400 gramas de maconha e duas balanças de precisão.