Um detento morreu e 40 ficaram feridos durante rebelião ocorrida no fim da tarde de ontem no presídio Aníbal Bruno, na zona oeste de Recife. Dez presos feridos durante o tumulto precisaram ser levados para dois hospitais da capital, dosage o da Restauração e o Otávio de Freitas. Os outros tiveram apenas escoriações e receberam tratamento dentro da unidade prisional.
O motim começou no fim da tarde, logo após o horário de visitas, quando 400 presos do pavilhão D fizeram um protesto, contra o chaveiro da unidade que, segundo eles, vinha cobrando taxa de R$ 50 de cada detento que quisesse ficar isolado com a mulher ou companheira nos dias de encontro íntimo. Os rebelados atearam fogo em colchões e destruíram dois dos 18 pavilhões do Aníbal Bruno, onde vive uma população carcerária de 3.600 pessoas ,quando a capacidade é de 1.450 detentos.
Cerca de 240 policiais militares de diversos batalhões foram chamados para controlar a rebelião. Eles usaram bombas de efeito moral e dispararam tiros para o alto.
Do lado de fora, mulheres dos presos ficaram desesperadas e aos gritos, tentaram invadir o presídio. Ao ouvir tiros, elas recuaram. A mulher de um dos detentos foi atingida com um tiro no braço.
Segundo o secretário estadual de Ressocialização, Humberto Viana, um dos motivos da revolta foi a transferência de um preso. “Eles não concordaram com a decisão de transferir um preso por ordem judicial. Isso será investigado por meio de apuração.A esposa dele teria se revoltado e isso gerou tumulto interno.É precipitado afirmar que isso foi a principal causa. Vamos abrir sindicância para investigar”, disse.
Hoje, o clima em volta do presídio é de normalidade. Alguns presos que ficaram sem celas, devem ser levados para um novo pavilhão a ser inaugurado ainda nesta segunda-feira, dentro do presídio.